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CPLP celebra 30 anos e reafirma o seu papel enquanto comunidade de cooperação, diálogo e ligação entre os povos

todayJulho 17, 2026 36 3 5

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Díli, 17 de julho de 2026 (RAFA.TL) – A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinala hoje 30 anos de existência, num momento de desafios para a organização lusófona, e quando Timor-Leste exerce a presidência, em substituição da Guiné-Bissau.

Um aniversário em que a Secretária Executiva da CPLP, Embaixadora Maria de Fátima Jardim, salientou que a Comunidade deve continuar a afirmar-se não como um bloco económico, mas como um espaço de cooperação, diálogo e proximidade entre os seus povos.

Numa mensagem por ocasião do 30.º aniversário, Maria de Fátima Jardim afirmou que, ao longo das três décadas, a organização consolidou as relações entre os Estados-membros e outros países, instituições e parceiros, preservando canais de diálogo e cooperação.

“A CPLP é, acima de tudo, uma comunidade de pessoas, uma comunidade unida pela língua portuguesa, pela história que partilhamos e, sobretudo, pela vontade de construir um futuro comum”, declarou a Secretária Executiva.

Criada oficialmente a 17 de julho de 1996, em Lisboa, a CPLP contava inicialmente com sete Estados-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

A criação da organização resultou de um processo iniciado na década de 1980, com a ideia de reunir países que partilhavam a língua portuguesa, um património histórico comum e uma visão de cooperação e desenvolvimento.

O primeiro passo concreto para a criação da Comunidade ocorreu em 1989, em São Luís do Maranhão, Brasil, durante o primeiro encontro de Chefes de Estado e de Governo dos países de língua portuguesa, onde se decidiu pela criação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), dedicado à promoção e valorização da língua comum.

Em 2002, após a restauração da independência, Timor-Leste tornou-se o oitavo Estado-membro da CPLP.

Também em 2014, após um processo de adesão, a Guiné Equatorial juntou-se à organização como seu nono membro.

Segundo Maria de Fátima Jardim, a CPLP tem procurado afirmar-se internacionalmente através da língua portuguesa como instrumento de entendimento, cooperação e diálogo entre os povos.

A organização conta atualmente com nove Estados-Membros distribuídos por quatro continentes e tem vindo a aumentar a participação de organizações da sociedade civil, através da categoria de Observadores Consultivos, e de outros Estados e instituições, através da categoria de Observadores Associados.

A Secretária Executiva destacou que a CPLP tem historicamente defendido soluções pacíficas, o multilateralismo e a cooperação entre os seus membros, num contexto internacional marcado por mudanças geopolíticas, transformação digital, desafios climáticos, segurança energética e novas exigências do desenvolvimento sustentável.

“A nossa língua, falada por cerca de 290 milhões de pessoas, é muito mais do que um património comum. É um instrumento de ciência, inovação, diplomacia, desenvolvimento económico e afirmação internacional”, afirmou.

Entre os avanços alcançados pela Comunidade, Maria de Fátima Jardim apontou a consolidação da coordenação política e diplomática e o reforço da cooperação em áreas como a educação, a saúde, a ciência, a segurança alimentar, a defesa, a administração interna, o governo eletrónico e a igualdade de género.

A Secretária Executiva destacou ainda o acordo de mobilidade como um passo importante para aproximar os cidadãos dos países membros, mas defendeu que o futuro exige o aprofundamento da mobilidade, o reforço da cooperação económica, a valorização da juventude e a garantia de que a transformação digital e a inteligência artificial também têm a língua portuguesa como espaço de criação e conhecimento.

Apesar dos progressos, Maria de Fátima Jardim reconheceu que ainda existem desafios, entre os quais as assimetrias económicas entre os países membros e as situações que podem comprometer a estabilidade. Afirmou que a CPLP continuará a defender o Estado de direito, a democracia e o diálogo como caminhos para a estabilidade e a prosperidade.

“A força da CPLP reside, sobretudo, na confiança que podemos construir juntos entre os nossos povos e na convicção de que, juntos, estamos mais bem preparados para responder aos grandes desafios do nosso tempo”, afirmou.

No seu 30.º aniversário, a CPLP reafirma o seu compromisso com o reforço da cooperação, a aproximação dos cidadãos e a consolidação da sua posição de comunidade que promove a paz, o multilateralismo, o desenvolvimento e a cooperação entre as nações.

Jornalista: Miguel Caldas

Escrito por RafaFM

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Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

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