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Évias-les-Bains, 17 de junho de 2026 (RAFA.TL) – A cimeira do G7 em Évian-les-Bains, França, entrou no segundo dia de trabalhos com a guerra no Irão a dominar a agenda, ao mesmo tempo que os aliados europeus procuravam reconduzir o Presidente norte-americano Donald Trump para o dossier da Ucrânia.
Trump dedicou atenção significativa ao acordo de cessar-fogo recentemente anunciado com o Irão e às tensões persistentes no Médio Oriente, enquanto os líderes europeus se esforçavam por recolocar no topo da agenda o conflito no leste europeu, já com mais de quatro anos.
Os líderes do G7 discutiram igualmente o acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão e realizaram um almoço de trabalho centrado na reabertura rápida do Estreito de Ormuz e na identificação de rotas energéticas alternativas que contornem aquela via marítima.
Do lado ucraniano, Trump comprometeu-se com um apoio acrescido a Kiev e apelou a Moscovo para que “chegue a um acordo” para pôr fim à guerra, após o que descreveu como uma reunião “muito boa” com o Presidente Volodymyr Zelensky.
“Vou fazer tudo o que puder”, afirmou o Presidente norte-americano, acrescentando que demasiados jovens estavam a morrer nos dois lados.
O Presidente francês Emmanuel Macron, anfitrião da cimeira, afirmou que irá procurar persuadir Trump a continuar a apoiar a Ucrânia e a aumentar a pressão sobre a Rússia para facilitar um acordo de paz.
Com os Estados Unidos a reduzirem a sua ajuda a Kiev, a França e os aliados europeus tornaram-se os maiores fornecedores de apoio militar e financeiro ao país.
A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu que a situação em 2026 é “muito diferente” da de 2025, sublinhando que “a Rússia mostra abertamente os sinais do seu cansaço” e que “é tempo de redobrar o apoio” a Kiev.
Trump disse aos líderes presentes que esperava que o Irão ficasse “nas retaguardas” em breve e que queria voltar a dedicar atenção à Ucrânia. A cimeira termina hoje, dia 17 de junho.
Entretanto, Donald Trump declarou não estar satisfeito com a forma como Israel conduz as operações militares no Líbano contra o Hezbollah, afirmando à margem da cimeira do G7 em Évian, França, que o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu “tem de ser mais responsável”.
“Tive uma ótima relação com Bibi, mas agora Bibi tem de ser mais responsável em relação ao Líbano”, afirmou Trump, acrescentando que o Líbano “costumava ser um grande país” e que, de todos os países, “foi o que foi tratado de forma pior”.
Trump disse não estar satisfeito com um ataque israelita recente a um edifício residencial em Beirute.
“Israel está a combater o Hezbollah há demasiado tempo e demasiadas pessoas estão a morrer. Não é preciso demolir um prédio de apartamentos de cada vez que se procura alguém, porque há muita gente nesses prédios e nem todos são do Hezbollah”, afirmou.
O chefe de Estado norte-americano foi mais longe e sugeriu que a Síria deveria assumir o combate ao Hezbollah caso Israel não consiga conter os danos colaterais.
“Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar toda a gente, a Síria devia fazê-lo”, declarou Trump durante um encontro bilateral com o Emir do Qatar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani.
Questionado sobre se estava frustrado com Netanyahu, Trump desmentiu qualquer rutura, evocando os laços pessoais entre os dois líderes.
“Sem mim, não haveria Israel”, afirmou, salientando que nenhum outro presidente esteve disposto a fazer o que ele fez.
Trump considerou ainda que o acordo EUA-Irão pode sobreviver mesmo que Israel continue a atacar o Líbano, referindo-se ao conflito israelo-libanês como uma “guerra menor”, com o Hezbollah a ser uma “picada de alfinete”.
Israel tinha acordado um cessar-fogo com o Líbano no início deste mês, após semanas de operações militares no sul do país.
No domingo, o exército israelita retomou ataques a alvos do Hezbollah nos subúrbios sul de Beirute.
FIM
Escrito por RafaFM
Cimeira do G7 em Évian dominada pela guerra no Irão e pelo futuro da Ucrânia
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