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Austrália vai investir 600 milhões de dólares em plano de combate ao narcotráfico no Pacífico

todaySetembro 2, 2026 27

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Koror, 02 de setembro de 2026 (RAFA) – O Governo australiano prepara-se para investir 600 milhões de dólares num novo plano de combate ao contrabando de droga no Pacífico, incluindo para a própria Austrália, segundo a ABC News.

 

O plano surge numa altura em que vários países da região enfrentam cartéis criminosos cada vez mais sofisticados no tráfico de cocaína e metanfetaminas.

O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, deverá anunciar o investimento na cimeira do Fórum das Ilhas do Pacífico, em Palau, no âmbito da iniciativa Waqa Moana, que os líderes regionais se preparam para aprovar e que visa reforçar a vigilância do vasto Oceano Pacífico, ajudando as autoridades a intercetar embarcações de contrabando, incluindo os chamados “narco-submarinos”.

O novo pacote de financiamento, distribuído por vários anos, vai traduzir-se num reforço da vigilância aérea australiana em toda a região do Pacífico, bem como em formação e apoio adicionais às forças policiais locais.

O plano visa ainda melhorar a coordenação entre as polícias da região no combate ao tráfico, ao mesmo tempo que reforça a cooperação da Polícia Federal Australiana com países da América do Sul e Central, na tentativa de atingir a origem das drogas ilícitas.

As autoridades australianas e do Pacífico manifestam crescente preocupação com o contributo do tráfico de droga para a desagregação social e a corrupção policial em várias partes da região, bem como para problemas graves de saúde pública, como a crise de VIH nas Fiji.

Nos últimos anos, foram descobertos pelo menos sete “narco-submarinos” em águas do Pacífico, um sinal do agravamento do fenómeno.

O executivo australiano reconhece também que o tráfico que afeta várias comunidades do Pacífico é alimentado pela procura de droga ilícita na própria Austrália, com contrabandistas a procurar chegar aos lucrativos mercados de grandes cidades como Sydney, Brisbane e Melbourne. Albanese classificou o Pacífico como “a casa e a família” da Austrália.

“É por isso que é do interesse da Austrália trabalhar com os nossos parceiros do Pacífico para combater o crime organizado”, afirmou, sublinhando que “para o bem de todos os países da região, incluindo o nosso, precisamos de trabalhar em conjunto para erradicar o tráfico de droga ilícita”, disse.

A Polícia Federal Australiana já tinha classificado, este ano, o aumento do contrabando de droga como uma ameaça séria à segurança nacional, tanto para a Austrália como para a região, com mais de 17 toneladas de cocaína e metanfetaminas ilícitas apreendidas até ao momento em 2026 – um valor muito acima das 5,5 toneladas registadas em 2025.

O anúncio surge à margem das principais reuniões dos líderes do Pacífico na cimeira em Palau, que decorrem em sessão plenária esta terça-feira e prosseguem com um retiro privado na quinta-feira.

Os primeiros dias da cimeira ficaram marcados por nova tensão diplomática entre a China e Taiwan, depois de Palau ter dado a Taipé um papel mais destacado no encontro deste ano, como um dos três últimos aliados de Taiwan no Pacífico.

O enviado chinês à região, Qian Bo, ameaçou que a inclusão de Taiwan teria “consequências”, enquanto o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, avisou que “as autoridades de Taiwan só vão acabar por se envergonhar a si próprias”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros taiwanês, Lin Chia-lung, respondeu na terça-feira que a China tenta “espremer o nosso espaço internacional e coagir os nossos aliados”, comparando novamente Pequim a um convidado que se comporta como anfitrião e estraga o ambiente da festa para todos. “Não devemos fazer cedências por causa do bullying da China”, afirmou.

FIM

 

 

Escrito por RafaFM

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