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Austrália perto de tratado com as Ilhas Salomão para limitar influência da China

todaySetembro 8, 2026 3

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Camberra, 8 de setembro de 2026 (RAFA/SCMP) – A Austrália está a finalizar um tratado com as Ilhas Salomão, tendo alcançado um acordo “de princípio” com Honiara, segundo noticiou a ABC, explicando que o acordo deve ser assinado nas próximas semanas.

A notícia surge depois de o primeiro-ministro das Ilhas Salomão, Matthew Wale, ter afastado um desafio interno à sua liderança dentro do próprio gabinete, com o rival a retirar a candidatura no fim de semana.

Segundo uma mensagem de texto atribuída ao embaixador australiano, também noticiada pela ABC, Camberra prometeu 980 milhões de dólares australianos (708 milhões de dólares) em financiamento extra ao governo salomonense.

Uma vez fechado, o acordo representaria uma vitória diplomática significativa para o Governo do primeiro-ministro Anthony Albanese. As Ilhas Salomão ganharam relevância geopolítica em 2022, quando o então primeiro-ministro Manasseh Sogavare assinou um pacto de segurança com a China, provocando alarme em Camberra e Washington.

Albanese foi eleito primeiro-ministro poucas semanas depois de revelado esse acordo entre as Ilhas Salomão e a China, e tem trabalhado nos últimos quatro anos tanto para reverter esse pacto como para reconstruir laços com o arquipélago.

Desde que chegou ao poder em maio, Wale reorientou a política externa do seu governo para a Austrália e os Estados Unidos, rompendo com a inclinação das administrações anteriores para Pequim.

A primeira viagem internacional de Wale foi a Camberra, em junho, tendo Albanese retribuído em julho com uma visita a Honiara, onde anunciou o início das negociações do tratado – um dia depois de o próprio Albanese ter assinado dois novos acordos com as Fiji, incluindo uma aliança militar à qual a Nova Zelândia manifestou também interesse em aderir.

Estas negociações inserem-se numa rede mais ampla de acordos de segurança e policiamento que a Austrália tem estabelecido com países como a Papua-Nova Guiné, o Tuvalu, o Nauru, a Indonésia e outros, na tentativa de limitar a influência chinesa na região.

Camberra está também a reforçar laços de segurança com o Japão, incluindo planos para comprar navios de guerra de fabrico japonês.

O teste chinês de um míssil balístico com capacidade nuclear lançado a partir de submarino, na região do Pacífico, no início de julho, concentrou ainda mais a atenção dos líderes regionais nos riscos da crescente competição estratégica entre os Estados Unidos e a China.

A Austrália, o Palau, a Nova Zelândia e outros países condenaram o teste.

Apesar de as nações do Pacífico não terem conseguido, inicialmente, chegar a uma resposta conjunta ao gesto chinês, na cimeira do Fórum das Ilhas do Pacífico da semana passada, em Palau, 17 dos 18 países-membros subscreveram uma declaração condenando o lançamento do míssil e exigindo notificação prévia adequada e transparência.

FIM

Escrito por RafaFM

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