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ASEAN estuda reservas petrolíferas com setor privado para reforçar segurança energética

todayMaio 8, 2026 13

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CEBU, 8 de maio de 2026 (RAFA.TL) – A ASEAN poderá envolver o setor privado na criação de um mecanismo de reservas estratégicas de petróleo para a região, numa iniciativa que visa reforçar a segurança energética a longo prazo.

Segundo a imprensa filipina a proposta foi discutida por responsáveis regionais à margem da 48.ª Cimeira da ASEAN em Cebu, nas Filipinas, que decorre hoje.

O ministro malaio do Investimento, Comércio e Indústria, Johari Abdul Ghani, que participou na 27.ª Reunião do Conselho da Comunidade Económica da ASEAN e na Reunião Conjunta de Ministros de Negócios Estrangeiros e de Economia da ASEAN, foi um dos principais promotores da ideia.

“Não creio que o governo possa executar isto sozinho. Se quiserem avançar, é necessário trazer o setor privado. Talvez entre os 11 membros da ASEAN, devêssemos começar com três ou quatro países que concordem com esta ideia”, disse aos jornalistas da Malásia.

Johari sublinhou que o mecanismo, uma vez estabelecido, permitiria a todos os membros da ASEAN aceder às reservas comuns e atrair maior investimento para o setor energético da região.

O ministro reuniu-se ainda com o vice-primeiro-ministro de Singapura e ministro do Comércio e Indústria, Gan Kim Yong, tendo ambos trocado pontos de vista sobre a necessidade de a ASEAN assumir “um papel mais proativo e pragmático no reforço da resiliência económica e da segurança energética regional”.

Johari revelou que as reuniões desta quinta-feira foram dominadas pelo impacto da guerra entre os EUA, Israel e o Irão, bem como pelas tarifas norte-americanas, que estão a afetar praticamente todas as economias da ASEAN.

Questionado sobre se algum membro da ASEAN tinha abordado a Malásia para aquisição de petróleo face à crise de abastecimento global, Johari esclareceu que o país não vende crude a outros membros do bloco.

“Ainda importamos cerca de 400 mil barris por dia, por isso não podemos vender”, disse.

Apesar de ser um país produtor, a Malásia é considerada importadora líquida de crude. No que respeita ao gás natural liquefeito (GNL), porém, a Malásia mantém-se exportadora líquida.

“O excedente de GNL pode ajudar a compensar o défice em crude”, afirmou o ministro.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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