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Díli, 8 de junho de 2026 (RAFA.TL) – A Anthropic, empresa norte-americana de inteligência artificial (IA) e criadora do assistente Claude, propôs esta semana que as principais empresas do setor acordem num mecanismo coordenado para abrandar ou pausar temporariamente o desenvolvimento dos sistemas de IA mais avançados.
Numa publicação, a empresa alerta que a tecnologia está a evoluir a um ritmo que coloca em risco o controlo humano sobre a mesma.
Num artigo publicado no blogue oficial da empresa, os autores Jack Clark, cofundador da Anthropic, e Marina Favaro, diretora do instituto de investigação interno, afirmaram que, à medida que os modelos de IA de ponta se tornam progressivamente mais rápidos na execução autónoma de tarefas, “seria benéfico para o mundo ter a opção de abrandar ou pausar temporariamente” o seu desenvolvimento.
O documento alerta para uma tendência específica: com base nas trajetórias atuais e com capacidade de computação suficiente, um sistema de IA poderia vir a conceber e desenvolver o seu próprio sucessor – processo conhecido como “autoaperfeiçoamento recursivo”.
Embora tal avanço tecnológico possa trazer benefícios para a ciência, a saúde e outras áreas, a Anthropic admite que “também poderá aumentar o risco de perda de controlo humano sobre os sistemas de IA”.
A empresa defende que uma coordenação global é indispensável porque, sem ela, uma desaceleração unilateral poderia permitir que os intervenientes “menos cautelosos” recuperassem terreno, aumentando a pressão sobre empresas e governos nas suas decisões em matéria de segurança da IA.
O mecanismo proposto permitiria ainda que os grandes laboratórios verificassem se os seus concorrentes globais cumprem efetivamente a pausa, impedindo que “um ator mal-intencionado utilize o pretexto de uma desaceleração coordenada para avançar em segredo”.
A rival OpenAI, criadora do ChatGPT, defendeu numa posição publicada na quarta-feira uma abordagem diferente, argumentando que “os governos democráticos – e não as empresas privadas a agir isoladamente – devem ser os responsáveis finais pela definição das regras, salvaguardas e mecanismos de responsabilização”.
“A nossa visão é que as decisões sobre o ritmo de inovação em IA não devem ser deixadas a cargo de um único laboratório, empresa ou grupo de interesse especial”, afirmou a OpenAI.
A proposta da Anthropic surge na sequência de um alerta independente publicado esta semana por investigadores da Universidade de Toronto, que demonstraram como ferramentas de IA podem ser utilizadas para criar um novo tipo de “verme” informático capaz de adaptar a sua estratégia de ataque à medida que se propaga entre dispositivos e toma conta de redes de computadores.
“Penso que é muito importante que as pessoas compreendam que não são apenas os modelos de linguagem maiores e mais poderosos que representam riscos de segurança”, afirmou o investigador principal, Nicolas Papernot.
O especialista sublinhou que qualquer dispositivo ligado à internet está agora vulnerável, dado o baixo custo de execução de ciberataques com recurso a IA.
A divulgação da proposta da Anthropic ocorre num momento em que a empresa e a OpenAI se preparam para avançar com ofertas públicas iniciais (IPO) na bolsa de valores, num processo que poderá avaliar a Anthropic em quase um bilião de dólares (USD).
FIM
Escrito por RafaFM
Anthropic propõe mecanismo global para abrandar ou pausar desenvolvimento da ia avançada
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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