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Díli, 13 abril 2026 (RAFA.tl) – O bloqueio anunciado pelos Estados Unidos ao Estreito de Ormuz, em vigor desde hoje, poderá fazer subir o preço do crude aos 150 dólares por barril, num choque energético sem precedentes na história moderna, segundo analistas.
A previsão, feita por analistas e instituições financeiras, aponta cenários que terão especial impacto em países dependentes das importações, como é o caso de Timor-Leste.
Na sequência do anúncio do bloqueio, feito pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o
Brent já subiu cerca de 8%, aproximando-se s dos 103 dólares por barril, enquanto os futuros europeus do gás natural dispararam até 18% nas primeiras horas de negociação desta segunda-feira.
Analistas citados pela Bloomberg, alertam que o bloqueio naval poderá empurrar o preço do crude até aos 150 dólares por barril.
Analistas do JPMorgan Chase alertaram que “reabrir o Estreito tornou-se a prioridade mais urgente do mercado”, estimando que o último petroleiro a atravessar o estreito a 28 de fevereiro deverá chegar ao seu destino por volta de 20 de abril, data a partir da qual os barris anteriores ao fecho estarão completamente esgotados da cadeia de abastecimento global.
As reservas estratégicas de emergência coordenadas pela Agência Internacional de Energia têm compensado um défice de abastecimento de cerca de 4,5 a 5 milhões de barris por dia, mas à medida que estas reservas se esgotam nas próximas semanas, esse défice pode alastrar para 10 a 11 milhões de barris por dia, o que constituiria “um choque de oferta sem precedentes no mercado petrolífero moderno”, segundo a Casa de Saud.
A Goldman Sachs prevê que, se o Estreito de Ormuz permanecer essencialmente fechado ao tráfego normal por mais um mês, o Brent poderá atingir 120 dólares por barril no terceiro trimestre. “Continuamos a ver os riscos para a nossa previsão de preços como enviesados para cima”, afirmou o banco de investimento americano.
Os cenários mais extremos são ainda mais preocupantes.
Um documento de trabalho do Banco da Reserva Federal de Dallas conclui que um fecho completo do Estreito durante um trimestre elevaria o WTI a uma média de 110 dólares por barril em abril de 2026; um fecho de dois trimestres faria o WTI atingir um pico de 132 dólares em julho; e um fecho de três trimestres poderia empurrar o preço para 167 dólares em Outubro de 2026.
A Oxford Economics modelou um cenário em que os preços globais do petróleo atingem uma média de 140 dólares por barril durante dois meses, o que caracteriza como um “ponto de rutura” para a economia mundial – suficiente para empurrar a zona euro, o Reino Unido e o Japão para a contracão económica e provocar uma paralisia económica nos EUA.
A Agência de Informação de Energia dos EUA (EIA) estima que o Iraque, a Arábia Saudita, o Kuwait, os EAU, o Qatar e o Barém cortaram coletivamente 7,5 milhões de barris por dia de produção em março, com os cortes a subirem para 9,1 milhões de barris por dia em abril, num contexto em que os tanques de armazenamento se enchem rapidamente nos países que dependem da via marítima para as exportações.
O Brent atingiu um pico de quase 128 dólares a 2 de Abril, antes de recuar com o anúncio do cessar-fogo, começando novamente a registar subidas desde o anúncio de falhanço das negociações.
Mesmo que o Estreito reabra, a normalização não será imediata.
Há cerca de 400 petroleiros carregados no Golfo à espera de sair, mas apenas 100 navios-tanque vazios dispostos a entrar. Se o estreito abrisse hoje, levaria provavelmente até julho para os fluxos de petróleo regressarem à normalidade, segundo analistas da S&P Global Market Intelligence.
FIM
Escrito por RafaFM
Analistas consideram que bloqueio dos EUA em Ormuz pode fazer subir crude aos 150 dólares
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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