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AIE prevê queda da procura mundial de petróleo pela primeira vez desde a Covid-19

todayAbril 16, 2026 24 4 5

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Díli, 16 de abril de 2026 (RAFA.tl) – A Agência Internacional de Energia (AIE) cortou drasticamente as suas previsões para a procura mundial de petróleo em 2026, alertando que a guerra EUA-Israel contra o Irão gerou a maior perturbação de oferta na história do mercado petrolífero global.

Segundo a AIE, a procura mundial de petróleo deverá contrair-se em 80 mil barris por dia este ano – uma revisão em baixa de 730 mil barris por dia face ao relatório anterior da agência, que ainda previa um crescimento de 640 mil barris por dia.

A AIE estima que a queda de 1,5 milhões de barris por dia prevista para o segundo trimestre de 2026 será a maior contração desde a pandemia da Covid-19.

A destruição da procura começou a manifestar-se sobretudo no Médio Oriente e na Ásia-Pacífico, nos segmentos da nafta, do gás de petróleo liquefeito e do combustível de aviação.

“A destruição da procura alastrar-se-á à medida que a escassez e os preços mais elevados persistirem”, advertiu a AIE no relatório publicado na terça-feira.

Os ataques a infraestruturas energéticas no Médio Oriente e o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irão levaram à perda de 10,1 milhões de barris por dia em março, reduzindo a oferta global para 97 milhões de barris diários. A produção da OPEC+ caiu 9,4 milhões de barris por dia em termos mensais, para 42,4 milhões de barris por dia.

O tráfego pelo Estreito de Ormuz desceu de 20 milhões de barris por dia em fevereiro para apenas 3,8 milhões no início de abril. Este aperto extremo empurrou o crude de referência do Mar do Norte para os 130 dólares por barril, enquanto os contratos físicos para entrega imediata eram transacionados com um prémio de 20 a 30 dólares acima dos preços de referência.

O Estreito de Ormuz é a principal rota de exportação do petróleo e gás produzidos pela Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Iraque, Barém e Irão. Cerca de 25% do comércio marítimo mundial de petróleo transitava pelo Estreito em 2025.

Apenas a Arábia Saudita e os EAU dispõem de oleodutos operacionais alternativos, com uma capacidade estimada entre 3,5 e 5,5 milhões de barris por dia.

A produção da OPEC desceu 27% em março, de 28,7 para 20,8 milhões de barris por dia. O Iraque foi o mais afetado, com uma queda de 61% – de 4,2 para 1,6 milhões de barris por dia. O Kuwait recuou 53% e os Emirados Árabes Unidos 44%. A Arábia Saudita viu a sua produção contrair-se 23%, de 10,1 para 7,8 milhões de barris por dia.

FIM

Escrito por RafaFM

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