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Díli, 23 de outubro de 2026 (RAFA) – Apenas 1,7% da população de Timor-Leste vivia em agregados familiares sem eletricidade em 2024, uma melhoria significativa face aos 27,9% registados em 2014, segundo os dados de um inquérito.
Apesar deste progresso, menos de metade dos agregados familiares vivia em habitações consideradas adequadas.
Os dados provêm do relatório Timor-Leste Survey of Living Standards 2024, que identifica progressos nas condições materiais de vida na última década, mas também revela limitações persistentes no acesso a serviços básicos.
A proporção de agregados familiares com acesso à eletricidade da rede pública, fornecida pela EDTL, aumentou de 67,2% em 2014 para 93,6% em 2024.
No que diz respeito ao acesso a água potável, a percentagem da população que vive em agregados familiares sem este serviço diminuiu de 25,4% para 9,1%.
A proporção de famílias sem saneamento básico adequado também diminuiu, de 39,6% para 24,4%.
O relatório indica ainda que a proporção de agregados familiares em habitações consideradas adequadas quase duplicou, passando de 22,4% em 2014 para 42,6% em 2024.
Esta classificação tem em conta o acesso a água potável, saneamento básico adequado, materiais de construção duráveis, eletricidade e a ausência de sobrelotação.
No entanto, as condições de habitação variam significativamente de acordo com a situação económica das famílias.
Entre a população pobre, apenas 26,8% viviam em habitações adequadas, em comparação com 51,9% entre a população não pobre.
Os resultados mostram que a expansão da electrificação e a melhoria de alguns serviços essenciais não eliminaram as disparidades nas condições de vida.
O relatório apresenta estes indicadores como sinais de progresso material, mas sublinha a necessidade de continuar a reduzir as desigualdades entre os agregados familiares.
Jornalista: Miguel Caldas
Escrito por RafaFM
3% da população Acesso à eletricidade chega a 98 mas habitação adequada continua limitada em Timor-Leste
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