Ouvir RAFA Ritmo, Voz e Coração de Timor
Díli, 23 de outubro de 2026 (RAFA) – Cerca de 62,3% das mulheres que chefiavam agregados familiares em Timor-Leste não tinham concluído qualquer nível de ensino formal em 2024, uma proporção significativamente superior aos 36,4% registados entre os homens que chefiavam agregados familiares.
Os dados são do relatório Timor-Leste Survey of Living Standards 2024, que identifica diferenças importantes na escolaridade dos chefes de família, embora a proporção de famílias chefiadas por mulheres seja semelhante entre as famílias pobres e não pobres.
De acordo com o documento, as famílias chefiadas por mulheres representavam 13,5% das famílias pobres e 15,3% das famílias não pobres.
O relatório sublinha que esta diferença não é estatisticamente significativa.A disparidade mais significativa reside, portanto, na escolaridade dos chefes de família.
O relatório indica ainda que 63,3% da população pobre vivia em agregados familiares onde pelo menos uma pessoa com dez ou mais anos era analfabeta. Entre a população não pobre, esta proporção era de 37,6%.
Em relação à educação pré-escolar, 17,7% da população pobre vivia em agregados familiares com pelo menos uma criança em idade escolar primária que não estava matriculada nem a frequentar a escola, em comparação com 8,2% entre a população não pobre.
Estes indicadores revelam diferenças significativas no acesso à educação e nas condições de desenvolvimento humano entre as famílias pobres e não pobres.
O relatório observa que as desigualdades educativas podem contribuir para a transmissão intergeracional da pobreza, embora sejam necessárias análises adicionais para compreender os mecanismos envolvidos.
Os resultados reforçam a importância de monitorizar não só o rendimento familiar, mas também a escolaridade dos seus membros e as oportunidades educativas disponíveis para as crianças.
Jornalista: Miguel Caldas
Escrito por RafaFM
3% das mulheres que chefiam agregados familiares não concluíram qualquer nível de ensino formal em Timor-Leste 62
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
Copyright Rafa.tl - Desenvolvido por Justweb.pt