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Cidade do Vaticano, 23 de outubro de 2026 (RAFA) – O Papa Leão XIV não precisa de mais tratamento para o cancro do pulmão, depois de os exames confirmarem que a doença estava localizada, informou o Vaticano na quarta-feira.
Aos 71 anos, o Papa foi submetido na semana passada à remoção de parte de um pulmão, o primeiro grande problema de saúde dos 17 meses do seu pontificado.
A cirurgia confirmou que tinha um adenocarcinoma, o tipo mais comum de cancro do pulmão. Teve alta da Policlínica Gemelli, em Roma, no sábado, quatro dias depois da operação, e disse que iria retomar gradualmente as suas atividades.
O médico pessoal do Papa, Luigi Carbone, e o cirurgião Stefano Margaritora afirmaram que os testes finais ao tecido removido confirmaram o diagnóstico e que o cancro não se espalhou.
“Uma avaliação oncológica subsequente confirmou que não é necessário qualquer tratamento adicional”, afirmaram os médicos em comunicado. Foi retirado o lobo inferior do pulmão direito, para tentar garantir que todo o cancro era eliminado.
Costuma oferecer-se tratamento adicional a doentes cujo cancro se espalhou, por exemplo para os gânglios linfáticos, ou que apresentam outros sinais de que a doença possa ser particularmente agressiva.
A cirurgia pode ser suficiente quando os tumores são detetados muito cedo, como quando uma radiografia ou outro exame mostra uma mancha antes de esta ser grande ou de causar sintomas. O Papa parece ter tido uma dessas “descobertas incidentais”: um nódulo no pulmão detetado durante outro exame.
Numa entrevista ao Vatican News no sábado, Margaritora, cirurgião torácico chefe do hospital Gemelli, confirmou que o nódulo foi encontrado por acaso, em exames abdominais de rotina, e que o Papa não tinha sintomas.
“As declarações sugerem que se trata de um cancro do pulmão em estádio I, para o qual a cirurgia é altamente eficaz e se espera que seja curativa”, disse Stephen Liu, especialista em cancro do pulmão do Centro Oncológico Lombardi da Universidade de Georgetown. Segundo Liu, a ausência de tratamento adicional sugere um cancro relativamente pequeno, que não chegou aos gânglios linfáticos.
O Papa manteve a sua atividade durante o internamento, incluindo uma chamada com o Presidente russo, Vladimir Putin, e mostrou-se em boa forma em duas aparições públicas no Vaticano desde a cirurgia: a tradicional bênção dominical, de uma janela com vista para a Praça de São Pedro, e a audiência de quarta-feira, mais longa, na praça, onde cumprimentou fiéis de todo o mundo.
“Obrigado! Obrigado pelo apoio das vossas orações”, disse Leão durante a audiência.
O próximo grande compromisso é uma ambiciosa viagem ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, de 6 a 17 de novembro. Margaritora disse ao Vatican News que não há “nenhuma razão clínica” para impedir a viagem, que inclui uma dúzia de voos, dois voos de helicóptero e paragens em locais de grande altitude.
O Papa tinha revelado que um nódulo seria removido cirurgicamente durante a tradicional bênção dominical de 11 de outubro, numa divulgação invulgarmente transparente, transmitida em direto pela televisão, que quebrou a tradição de sigilo em torno dos problemas de saúde dos papas.
FIM
Escrito por RafaFM
Vaticano diz que o Papa Leão XIV não precisa de mais tratamento para o cancro do pulmão
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