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Timor-Leste defende financiamento climático acessível para os países mais vulneráveis

todayOutubro 15, 2026 22

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Bangkok, 15 de outubro de 2026 (RAFA) – Timor-Leste defendeu que o financiamento climático para os países mais vulneráveis ​​deve ser acessível, ter custos controláveis ​​e evitar o aumento da dívida, de forma a permitir investimentos na adaptação às alterações climáticas e no desenvolvimento sustentável.

Esta posição foi apresentada pela Vice-Ministra dos Negócios e Estrangeiros Jesuína Gomes, em representação do Grupo dos Países Menos Desenvolvidos (Grupo PMD), durante a primeira edição das Conversações sobre Finanças do Xingu, realizada em Banguecoque, Tailândia.

A mesa-redonda de alto nível foi promovida pela Presidência da COP30, no âmbito do Veredas Dialogue, e reuniu representantes governamentais, instituições financeiras internacionais, setor privado e comunidade académica para debater soluções para melhorar o financiamento da ação climática.

Na sua intervenção, Jesuína Gomes sublinhou que os mecanismos financeiros devem proteger as populações, reforçar a resiliência e apoiar o desenvolvimento sustentável sem criar encargos adicionais para os países que enfrentam maiores vulnerabilidades climáticas.

A vice-ministra defendeu ainda que o financiamento deve gerar benefícios concretos para as comunidades afetadas pelas alterações climáticas e responder às circunstâncias específicas dos países menos desenvolvidos, permitindo-lhes reforçar a sua capacidade de adaptação e desenvolver economias mais resilientes.

As discussões do Xingu Finance Talks centraram-se em duas prioridades: expandir o espaço fiscal disponível para os investimentos climáticos e reduzir o custo do capital através de mecanismos de partilha de riscos e garantias.

A iniciativa foi criada como uma plataforma anual de alto nível para promover soluções relacionadas com o financiamento climático, incluindo a aplicação do artigo 2º(1)(c) do Acordo de Paris, que visa tornar os fluxos financeiros compatíveis com o desenvolvimento resiliente ao clima e com baixas emissões de gases com efeito de estufa, e do artigo 9º, referente ao financiamento climático para os países em desenvolvimento.

Antes da mesa-redonda, realizou-se um workshop técnico destinado a identificar soluções práticas para as duas áreas prioritárias. Os resultados deverão contribuir para os trabalhos do Veredas Dialogue sobre a implementação das disposições financeiras do Acordo de Paris.

Jornalista: Miguel Caldas

Escrito por RafaFM

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