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Nova Iorque, 13 de outubro de 2026 (RAFA) — Timor-Leste defendeu o reforço do financiamento climático, da transferência de tecnologia e das capacidades nacionais para enfrentar as alterações climáticas e acelerar a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), durante a 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.
A posição foi apresentada por Madalena Viegas Soares Filipe, Diretora Nacional das Organizações Regionais do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Timor-Leste, durante uma reunião da Segunda Comissão da Assembleia Geral dedicada ao desenvolvimento sustentável.
“Apesar dos progressos na concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a implementação continua a ser desigual e insuficiente”, afirmou a representante timorense, alertando que, com apenas quatro anos até 2030, são necessários esforços adicionais para transformar os compromissos internacionais em melhorias duradouras na vida da população.
Na sua intervenção, Timor-Leste identificou três prioridades: reforçar a implementação da agenda internacional para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, aumentar a resiliência climática e ligar a sustentabilidade ambiental às oportunidades económicas.
A delegação timorense defendeu a implementação da Agenda de Antígua e Barbuda para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID), apoiando os preparativos para a revisão intercalar de 2029.
Madalena Viegas destacou ainda a importância do Índice de Vulnerabilidade Multidimensional como instrumento complementar às avaliações baseadas no rendimento, para melhor refletir as vulnerabilidades específicas destes países.
De acordo com a posição apresentada, estes esforços exigem o reforço das capacidades nacionais e o apoio internacional adaptado aos desafios enfrentados pelos pequenos Estados insulares.
Na área climática, Timor-Leste apresentou a sua Contribuição Nacionalmente Determinada atualizada para o período 2026-2035 como expressão do compromisso nacional com a ação climática.
A representante destacou a necessidade de reforçar os sistemas de alerta precoce, desenvolver infraestruturas resilientes e melhorar a preparação das comunidades para enfrentar as catástrofes.
Timor-Leste reafirmou ainda a importância de limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius e de responder às perdas e danos causados pelas alterações climáticas.
Para este efeito, defendeu o financiamento adequado, a transferência de tecnologia e o desenvolvimento de capacidades, respeitando o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, e das respetivas capacidades.
A terceira prioridade apresentada por Timor-Leste é a de associar a proteção ambiental à criação de oportunidades económicas para as comunidades.
A delegação destacou o potencial das energias sustentáveis e renováveis, da gestão responsável dos recursos naturais e das empresas comunitárias para melhorar os meios de subsistência, protegendo simultaneamente os ecossistemas.
Timor-Leste acolheu com satisfação os resultados da sétima Assembleia das Nações Unidas para o Ambiente e incentivou a sua implementação.
Em conclusão, Madalena Viegas salientou que estas prioridades estão interligadas e que o desenvolvimento sustentável não deve apenas gerar progresso no presente, mas também proteger os resultados alcançados e preservar as oportunidades para as gerações futuras.
A intervenção foi apresentada no âmbito da Segunda Comissão da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, responsável por debater questões económicas e financeiras, incluindo o desenvolvimento sustentável.
Jornalista: Miguel Caldas
Escrito por RafaFM
todayOutubro 22, 2026 114 2
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