Destaque

PM: Construção do Hospital Militar é resposta às elevadas despesas do Governo com tratamentos fora

todayJulho 2, 2026 18

Fundo
share close

Díli, 02 de Julho de 2026 (RAFA.TL) – O Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, disse hoje que o Governo aceitou uma proposta da China para construir um Hospital Militar na capital, para ajudara reduzir os custos com o envio de pacientes para tratamento no estrangeiro e reforçar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde.

“No Conselho de Ministros, aprovámos uma proposta da China para a construção de um hospital militar nas instalações do Ministério da Defesa. Depois disso, coordenaremos com o Ministério da Saúde a formação dos médicos, embora saibamos que não será fácil”, afirmou Xanana Gusmão.

Segundo o Chefe do Governo, a proposta surge como resposta às elevadas despesas do Ministério da Saúde com tratamentos fora do país.

O Primeiro-Ministro disse que o Executivo está a pagar dívidas deixadas pelo Governo anterior. “Quando assumimos o governo em julho de 2023, havia dívidas pendentes, na ordem dos 38 milhões de dólares, do governo anterior, e estamos a pagá-las aos poucos. Por isso, aceitámos a proposta”, disse o chefe do Governo, que falava depois da audiência semanal com o Presidente da República, José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial.

Xanana Gusmão referiu que a construção do hospital segue o mesmo modelo de outros projetos chineses, “como a construção do edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, e do edifício do Ministério da Defesa”.

Uma missão técnica chinesa apresentou as principais características do futuro Hospital Amizade Timor-Leste–China, que será construída junto ao Ministério da Defesa e ao Quartel-General das F-FDTL, em Díli.

O projeto prevê um hospital geral com capacidade para 100 camas, numa área de cerca de 10.500 metros quadrados. Terá um edifício principal de oito pisos e edifícios de apoio, “equipado com tecnologia médica moderna”.

O hospital vai prestar serviços de consultas externas, urgência, internamento, imagiologia, análises clínicas e cuidados intensivos.

Estará equipado com tecnologia médica moderna e preparado para prestar serviços de consultas externas, urgência, internamento, imagiologia, análises clínicas e cuidados intensivos.

Foi também apresentada a constituição de uma Comissão Interministerial para supervisionar e acompanhar a construção.

De acordo com o Governo, o projeto é estratégico e tem vários objetivos: reforçar a capacidade operacional das F-FDTL, complementar os serviços do Serviço Nacional de Saúde, melhorar a resposta a emergências e catástrofes, e promover a formação em medicina militar.

Segundo o Governo, o projeto, considerado estratégico, “visa reforçar a capacidade operacional das F-FDTL, complementar os serviços do Serviço Nacional de Saúde, melhorar a resposta a emergências, catástrofes e crises humanitárias, promover a formação e o desenvolvimento da medicina militar, reduzir a dependência de tratamentos no estrangeiro e beneficiar também a população civil, contribuindo para o fortalecimento da capacidade nacional na área da saúde e para o desenvolvimento económico do país”.

O acordo para a construção do hospital foi assinado a 20 de agosto de 2025 pela embaixadora da China em Timor-Leste, Wang Wenli, e pelo ministro da Defesa, o Contra-Almirante Donaciano da Costa Gomes, na presença do Presidente da República, José Ramos-Horta.

O compromisso chinês para a construção de um novo hospital em Timor-Leste tinha já sido anunciado em agosto de 2024, na sequência de uma visita de uma delegação militar chinesa liderada pelo major-general Zhang Baoqun, vice-chefe do Gabinete de Cooperação Militar Internacional do Ministério da Defesa Nacional da China.

Segundo o portal do Ministério da Defesa timorense, o hospital terá instalações destinadas não apenas a militares e polícias, mas também a veteranos e à população em geral, contribuindo para a melhoria dos serviços de saúde no país.

FIM

 

Escrito por RafaFM

Avaliação

Quem Somos

Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

Contactos
error: Content is protected !!