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Cidade do México, México, 12 de junho de 2026 (RAFA.TL) – A abertura do Mundial 2026 ficou marcada por confrontos entre manifestantes e forças policiais nos arredores do Estádio da Cidade do México (antigo Azteca), enquanto decorria o jogo inaugural do torneio.
Desde as primeiras horas do dia, professores, estudantes e familiares de pessoas desaparecidas concentraram-se junto ao estádio para protestar contra medidas do governo mexicano.
Os manifestantes, ligados a um grupo dissidente do sindicato da educação CNTE, exigem aumentos salariais e a revogação de uma lei de reformas que consideram prejudicial.
No protesto participaram ainda familiares de desaparecidos – cujo número ultrapassa as 130 mil pessoas no México, segundo dados citados pela imprensa – que reclamam a responsabilização do Estado pela complacência das autoridades face ao narcotráfico.
Apesar do forte dispositivo de segurança montado para o evento, os manifestantes romperam barreiras que protegiam o perímetro do estádio na Avenida del Imán, um dos principais acessos ao recinto, entrando em confronto corporal com os agentes.
Jovens armados com paus e bastões chegaram a partir vidros de viaturas policiais. A polícia respondeu com gás lacrimogéneo, balas de borracha e bastões, numa carga que, segundo testemunhas, atingiu também jornalistas e cidadãos não envolvidos no protesto.
“México campeão dos desaparecidos”, gritaram os manifestantes durante a intervenção policial. Face às agressões sofridas por alguns manifestantes já sob custódia, outros cidadãos avançaram sobre os agentes, chegando a retirar-lhes escudos e bastões.
Os confrontos prolongaram-se por cerca de uma hora, com saldo de dois manifestantes detidos e um polícia ferido.
“Não queremos lutar contra vocês, mas somos vítimas deste Estado que vocês ajudam a proteger. Não devia ser mexicano contra mexicano, devíamos estar todos contra os que lucram com o nosso sangue”, afirmou um dos manifestantes na linha da frente.
Dentro do estádio, a partida e a cerimónia de abertura decorreram sem incidentes.
Com o final do encontro, a tensão diminuiu e as autoridades conseguiram recuperar parte do perímetro de segurança que tinham perdido junto ao recinto.
Os protestos não são inéditos: na segunda-feira anterior, uma manifestação de professores na Praça do Zócalo, onde funciona uma “fan fest” do Mundial, já tinha terminado em confronto com a polícia, com recurso a gás lacrimogéneo e balas de borracha.
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, rejeitou a ideia de uma “convulsão social em massa” no país, classificando essa narrativa como falsa.
FIM
Escrito por RafaFM
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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