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Lisboa, 3 de junho de 2026 (RAFA.TL) – Portugal vive hoje uma greve geral convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP-IN) em protesto contra o pacote de reforma da legislação laboral apresentado pelo Governo de Luís Montenegro.
A paralisação abrange transportes, saúde, educação e administração pública em todo o território nacional.
A greve foi anunciada a 1 de maio, Dia do Trabalhador, pelo secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, e é uma resposta à proposta de revisão da legislação laboral, também conhecida como “Trabalho XXI”, avançada pelo Governo PSD/CDS-PP.
O pacote foi negociado no quadro da concertação social, mas o Governo liderado por Luís Montenegro não conseguiu chegar a acordo com os parceiros sociais, o que levou a CGTP a avançar com a greve previamente anunciada.
A confederação argumenta que as mudanças equivalem a um “ataque aos direitos dos trabalhadores” e uma “afronta à Constituição da República Portuguesa”.
A CGTP apelou à “convergência de todas as estruturas dos trabalhadores”, mas ao contrário do que aconteceu na greve de 11 de dezembro de 2025 – a primeira a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013 -, a UGT não aderiu desta vez à paralisação.
O Metropolitano de Lisboa suspendeu totalmente a circulação durante o dia, afetando fortemente a mobilidade na área metropolitana, e o Metro do Porto opera apenas parcialmente.
A CP – Comboios de Portugal alertou para perturbações que se podem estender aos dias 2 e 4 de junho, com serviços mínimos fixados pelo Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social em cerca de 25% dos comboios previstos.
Na aviação, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) contabiliza mais de 500 voos programados para hoje, com a paralisação a poder afetar a TAP, Portugália, SATA, easyJet e Ryanair.
A greve abrange todos os educadores de infância, professores dos ensinos Básico, Secundário e Superior e investigadores, em todo o território nacional, incluindo regiões autónomas, em estabelecimentos públicos e privados.
Na saúde, o Sindicato dos Médicos do Norte aderiu à paralisação, em protesto simultâneo contra a reforma laboral e contra o agravamento das condições no Serviço Nacional de Saúde.
Na indústria, os trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa aprovaram por unanimidade o apoio à greve geral, com paragem total prevista no complexo.
Em todo o país estão previstas concentrações e manifestações, com destaque para as principais praças de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga e Faro.
FIM
Escrito por RafaFM
Portugal vive hoje greve geral contra reforma laboral do Governo
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