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Díli, 25 de maio de 2026 (RAFA.TL) – O Campeonato do Mundo de futebol de 2026, que arranca a 11 de junho, será o mais lusófono de sempre, com três seleções de países de língua oficial portuguesa na fase final: Brasil, Portugal e Cabo Verde.
É um recorde histórico para a lusofonia no futebol mundial, numa edição que é também a primeira com 48 seleções participantes e a primeira organizada por três países anfitriões em simultâneo.
O caso mais emblemático é o de Cabo Verde, que participa pela primeira vez na história num Campeonato do Mundo. Os Tubarões Azuis garantiram o apuramento ao baterem o Essuatíni por 3-0, numa partida da décima jornada da qualificação africana, com golos de Dailon Livramento, Willy Semedo e Stopira.
A qualificação levou à euforia o público presente no Estádio Nacional e foi motivo de festa em todas as ilhas do arquipélago, com escolas, serviços públicos e muitas empresas privadas a pararem graças à tolerância de ponto concedida pelo Governo.
Com quase 525.000 habitantes dispersos por dez ilhas, Cabo Verde pode tornar-se o mais pequeno país em área a disputar uma fase final, e o segundo menos populoso, apenas atrás da Islândia.
O então Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, telefonou ao homólogo cabo-verdiano José Maria Neves para felicitar pessoalmente o país pela conquista histórica.
Cabo Verde tem uma diáspora de cerca de 1,5 milhões de pessoas, o triplo dos residentes no arquipélago, distribuídos sobretudo pela Europa e pelos Estados Unidos, onde decorrerá grande parte dos jogos do Mundial 2026.
As três seleções lusófonas foram distribuídas por grupos distintos no sorteio.
O Brasil integra o Grupo C, juntamente com Marrocos, Haiti e Escócia.
Portugal disputa o Grupo K com a República Democrática do Congo, o Uzbequistão e a Colômbia. Cabo Verde foi colocado no Grupo H, ao lado da Espanha, da Arábia Saudita e do Uruguai.
A distribuição garante que nenhuma das três seleções se enfrenta na fase de grupos, abrindo a possibilidade de todas avançarem para a fase a eliminar – o que seria um feito sem precedentes para a lusofonia.
Do ponto de vista desportivo, o Brasil e Portugal chegam ao torneio entre os candidatos ao título. A seleção brasileira, pentacampeã mundial e única a nunca ter falhado uma fase final, parte como uma das grandes favoritas. Portugal, liderado por Cristiano Ronaldo, integra o Grupo K, considerado um dos mais equilibrados para os europeus.
Cabo Verde, apesar do estatuto de estreante, chega com uma geração de jogadores na sua maioria formados e a atuar em Portugal.
O selecionador Pedro Brito, conhecido por Bubista, tem contado com vários jogadores que atuam na Liga portuguesa, incluindo o guarda-redes Vozinha (Desportivo de Chaves), o médio Yannick Semedo (Farense) e os avançados Telmo Arcanjo (Vitória SC) e Dailon Livramento.
A presença simultânea de três nações lusófonas no mesmo Mundial representa um momento de projeção para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organização que reúne nove Estados-membros em quatro continentes.
Para Timor-Leste, o torneio representa uma oportunidade de acompanhar de perto a lusofonia num dos maiores palcos desportivos do planeta.
Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão chegam pela primeira vez à fase final, enquanto seleções como a República Democrática do Congo regressam ao Mundial 52 anos depois.
O Mundial 2026 realiza-se entre 11 de junho e 19 de julho, com a final marcada para o MetLife Stadium, em Nova Jérsia, nos Estados Unidos.
FIM
Escrito por RafaFM
Mundial 2026 será o mais lusófono de sempre com três seleções de língua portuguesa
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