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Soldados de manutenção da paz das Nações Unidas da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) passam de carro por um posto avançado do exército libanês na zona de Naqoura, no sul do Líbano, a 27 de março de 2026. Foto: AFP
Díli, 31 de março de 2026 – Três soldados indonésios que serviam na missão de manutenção da paz da ONU (UNIFIL) no sul do Líbano foram mortos em menos de 24 horas, em dois incidentes separados, suscitando uma condenação veemente de Jacarta que pediu o cessar-fogo na região.
A primeira vítima foi o soldado de primeira classe Farizal Rhomadhon, atingido no domingo durante hostilidades ativas entre o exército israelita e o Hezbollah, perto de Adchit Al Qusayr, no sul do Líbano, onde se encontrava a posição do Contingente Garuda da UNIFIL.
Três outros militares indonésios ficaram feridos, um dos quais em estado grave, nesse incidente.
Menos de 24 horas depois, dois outros capacetes azuis indonésios foram mortos quando “uma explosão de origem desconhecida destruiu o seu veículo” perto da aldeia libanesa de Bani Hayyan. Um terceiro ficou gravemente ferido e um quarto também foi atingido.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Indonésia reagiu com uma declaração de condenação direta ao conflito.
“Estamos profundamente consternados com esta perda. Prestamos a mais elevada homenagem aos soldados caídos pela sua dedicação e serviço à paz e à segurança internacionais”, refere um comunicado.
“A Indonésia está a trabalhar com a UNIFIL para assegurar a rápida repatriação dos falecidos e o melhor tratamento médico possível para os feridos”, refere ainda.
Em declarações aos jornalistas o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sugiono, disse que “a origem do ataque ainda não está clara”.
“Aguardamos os resultados da investigação da UNIFIL. Mais uma vez, apelo a todas as partes para que reduzam a tensão e o conflito”, disse explicando ter solicitado formalmente à ONU uma investigação completa sobre a origem dos projéteis.
“A segurança dos capacetes azuis da ONU deve ser plenamente respeitada em todos os momentos, de acordo com o direito internacional. Qualquer dano aos soldados da paz é inaceitável e prejudica os esforços coletivos para manter a paz e a estabilidade”.
A Indonésia destacou o seu contingente actual de 1.090 soldados para o Líbano a 9 de abril de 2025, sob o comando do Coronel Raja Gunung Nasution, na 19.ª rotação do país na missão desde 2006.
O mandato da força vai até 31 de dezembro de 2026.
Apesar dos ataques, a Indonésia confirmou que não irá retirar o Contingente Garuda do Líbano.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os incidentes, afirmando que ataques a soldados da paz constituem “graves violações do direito internacional humanitário e podem equivaler a crimes de guerra”, apelando à responsabilização e instando todas as partes a garantir a segurança do pessoal da ONU.
A França pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, com o ministro dos Negócios Estrangeiros Jean-Noël Barrot a classificar os ataques às posições da UNIFIL de “inaceitáveis e injustificáveis”.
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez declarou que “uma nova linha vermelha foi cruzada” e que “os ataques a missões de manutenção da paz são uma agressão injustificável contra toda a comunidade internacional”.
A UNIFIL, que não identificou a origem dos projéteis e abriu investigação, sublinhou que “ataques deliberados a soldados da paz são graves violações do direito internacional humanitário” e apelou a todos os atores para cumprirem as suas obrigações.
A missão UNIFIL, que deverá ser encerrada no final de 2026 após uma votação unânime do Conselho de Segurança da ONU em agosto de 2025 que determinou o fim da presença de quase cinco décadas, conta atualmente com mais de 8.200 soldados de 47 países no sul do Líbano. Pelo menos 339 membros da UNIFIL morreram em serviço desde a criação da missão, em 1978.
FIM
Escrito por RafaFM
Indonésia condena ataques Três capacetes azuis indonésios mortos no Líbano
todayMarço 24, 2026 30 1
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