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Sete em cada dez agregados familiares continuam a utilizar combustíveis poluentes para cozinhar em Timor-Leste

todayOutubro 23, 2026 4

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Díli, 23 de outubro de 2026 (RAFA) — Cerca de 70,9% dos agregados familiares de Timor-Leste continuavam a depender de combustíveis considerados de baixa qualidade para cozinhar em 2024, apesar da melhoria registada na última década.

O relatório Timor-Leste Survey of Living Standards 2024 indica que a proporção diminuiu de 86,8% em 2014 para 70,9% em 2024, uma redução de 15,9 pontos percentuais.

Apesar dos progressos, o documento considera que a utilização generalizada destes combustíveis continua a ser um dos desafios mais persistentes às condições de vida da população.

O relatório associa a utilização de combustíveis sólidos poluentes, como a lenha, a riscos para a saúde e para o ambiente, incluindo a poluição do ar interior.

Esta situação contrasta com os progressos alcançados no acesso à eletricidade. Em 2024, apenas 1,7% da população vivia em agregados familiares sem eletricidade, enquanto 93,6% dos agregados utilizavam a rede pública da EDTL.

Os dados mostram que a expansão do acesso à eletricidade não foi acompanhada por uma redução equivalente da dependência de combustíveis poluentes para cozinhar.

As diferenças económicas também são significativas. Entre os agregados familiares com baixos rendimentos, 86,7% dependiam de lenha ou outros combustíveis poluentes, em comparação com 61,7% entre os agregados familiares com rendimentos mais elevados.

O relatório demonstra, assim, que a melhoria das condições de vida depende não só da ligação à rede eléctrica, mas também das condições concretas em que as famílias cozinham e satisfazem as suas necessidades diárias.

Os resultados identificam esta área como aquela em que persistem desafios sociais, de saúde e ambientais significativos.

Jornalista: Miguel Caldas

 

Escrito por RafaFM

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