Destaque

Flávio Bolsonaro e Lula da Silva disputam segunda volta das presidenciais no Brasil a 25 de outubro

todayOutubro 5, 2026 15

Fundo
share close

Brasília, 5 de outubro de 2026 (RAFA) – Flávio Bolsonaro venceu as eleições presidenciais de domingo no Brasil, mas terá que disputar com Lula da Silva a segunda volta, a 25 de outubro, depois de nenhum ter obtido a maioria necessária.

Com 99,55% das secções apuradas às 21h41 de domingo em Brasília (09h41 de hoje em Díli), o senador de 45 anos, filho do antigo Presidente Jair Bolsonaro, somava 55.971.479 votos, contra 53.511.292 (45,05%) do chefe de Estado, de 80 anos, que procura o quarto mandato não consecutivo.

Bolsonaro liderava a contagem com 47,09% dos votos, à frente de Lula com 45,09%.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considera a segunda volta matematicamente definida. Votaram 78,93% dos eleitores aptos.

O vencedor da segunda volta chefiará a maior economia da América Latina, com uma população de 214 milhões de habitantes, e tomará posse a 5 de janeiro de 2027.

Uma vitória de Flávio Bolsonaro, aliado do Presidente norte-americano, Donald Trump, aumentaria a influência dos Estados Unidos na região.

Se Lula vencer, o Brasil manterá a distância de Washington e continuará a aprofundar a relação com a China.

Os dois candidatos têm três semanas para conquistar eleitores moderados que não os escolheram. Ronaldo Caiado e Renan Santos, que somaram cerca de 5,3 milhões de votos, já disseram que não apoiarão nenhum dos candidatos.

Lula deverá apostar na popularidade das suas políticas sociais e nos problemas judiciais do adversário. A aprovação do Presidente caiu a pique durante o terceiro mandato, embora o confronto com os Estados Unidos lhe tenha dado algum fôlego, e mantém uma base forte de apoiantes que lhe atribuem a melhoria de vida de milhões de brasileiros.

Enfrenta, porém, uma crise do custo de vida e um escândalo de corrupção que envolveu o mesmo juiz que liderou a investigação a Jair Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro deverá insistir na mensagem sobre o custo de vida e associar o Presidente aos escândalos de corrupção.

Prometeu combater os grupos criminosos brasileiros e defende que o Brasil negoceie melhores acordos com a administração Trump, incluindo nos minerais raros, setor em que o país só é superado pela China. Fez também campanha pela libertação do pai e pelo seu regresso à política.

“O Brasil precisa de mudança. O Brasil não aguenta tanto sofrimento”, disse aos jornalistas no local de voto, no Rio de Janeiro, onde votou no domingo.

Ambos enfrentam problemas de imagem. Segundo várias sondagens, cerca de metade da população desaprova a família Bolsonaro e cerca de metade desaprova o Partido dos Trabalhadores. Há quatro anos, Lula derrotou o então Presidente Jair Bolsonaro por cerca de 2,1 milhões de votos.

No Rio de Janeiro, Alvaro Senra, professor de história de 65 anos e apoiante de Lula, acompanhou a contagem num bar com amigos. “Sinto-me calmo, mas muito triste com o resultado”, disse, atribuindo-o ao trabalho discreto dos conservadores, incluindo igrejas neopentecostais. Acredita, no entanto, que Lula “ainda pode ganhar”.

Maria Ribeiro, vendedora de telemóveis de 50 anos, votou em Brasília no filho mais velho de Bolsonaro porque quer liberdade para expressar a sua religião evangélica. “Votei no pai e não me arrependo”, afirmou. Já Rosângela Resende da Rocha, de 69 anos, apoia Lula pelas políticas sociais que ajudam os “menos favorecidos” e por enfrentar Trump.

Os observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) indicaram que a votação decorreu “sem problemas e em condições de segurança adequadas”. Desde que o Brasil adotou o voto eletrónico, nos anos 1990, nunca foi detetada fraude significativa. O advogado Josemar Lauriano Pereira, de 46 anos, considera que a rapidez dos resultados ajuda a combater a desconfiança. “Quando os resultados demoram, abre-se espaço para que se lance dúvidas”, disse.

FIM

 

Escrito por RafaFM

Avaliação

Quem Somos

Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

Contactos
error: Content is protected !!