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Emprego e valor acrescentado das empresas crescem em Timor-Leste, mas lucros caem 6,1 por cento

todayOutubro 2, 2026 8

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Díli, 2 de outubro de 2026 (RAFA) – O emprego nas empresas formais não petrolíferas de Timor-Leste subiu 9,7 por cento em 2025, para 74.600 pessoas, e o valor acrescentado 7,7 por cento, mas os lucros caíram 6,1 por cento, segundo um relatório do INETL.

O relatório do Instituto Nacional de Estatísticas timorense refere que os rendimentos aumentaram 7,9 por cento, para 2,58 mil milhões de dólares, mas as despesas subiram 12,2 por cento, para 2,03 mil milhões, o que fez descer o lucro para 556,5 milhões de dólares.

O salário médio desceu 6,1 por cento, para 3.100 dólares por ano.

Os dados constam do relatório do Inquérito às Atividades Empresariais (BAS, na sigla inglesa) de 2025, publicado no final de setembro na página do Instituto Nacional de Estatística (INETL). O inquérito realiza-se todos os anos desde 2010 e mede a estrutura e o desempenho do setor empresarial formal que não produz petróleo, servindo também de base às contas nacionais.

O INETL atribui a quebra do lucro ao facto de ter havido “um maior aumento do valor das despesas do que dos rendimentos”.

As “outras despesas”, que incluem rendas, eletricidade, telecomunicações, subcontratação, juros e amortizações, subiram 64,2 por cento, para 266,8 milhões de dólares. As compras de bens e materiais aumentaram 7,4 por cento, para 1,52 mil milhões.

O valor acrescentado, que mede a contribuição das empresas para a economia, é a diferença entre o valor da produção e o custo dos materiais e despesas usados para a obter. Passou de 638,9 para 687,9 milhões de dólares.

O comércio a retalho e por grosso (30,8 por cento) e a construção (30,2 por cento) pesam mais de 60 por cento do total. A informação e comunicação teve o maior crescimento, 33,4 por cento, e a construção o menor, 3,0 por cento, apesar de gerar 30,6 por cento do lucro total, 170,4 milhões de dólares.

O emprego, medido a 15 de dezembro, subiu de 68.000 para 74.600 pessoas. O emprego masculino cresceu 10,1 por cento e o feminino 8,9 por cento, e os homens são 65,7 por cento do total.

A massa salarial aumentou 4,5 por cento, para 232 milhões de dólares, menos do que o emprego, o que puxou o salário médio para baixo. O INETL avisa que a média “pode ser afetada por flutuações no emprego durante o período de referência”.

O INETL inquiriu uma amostra de 3.350 empresas, de um universo de cerca de 6.947, e obteve 2.848 respostas.

A taxa de resposta foi de 85 por cento entre as empresas ativas e os dados das restantes foram estimados. O inquérito abrange empresas privadas, financeiras e não financeiras, empresas públicas e organizações sem fins lucrativos que obtenham mais de metade das receitas de atividade comercial.

Exclui a administração pública, o setor petrolífero, a produção agrícola e a economia informal, como a agricultura de subsistência e os vendedores de rua.

O trabalho teve o apoio técnico do Australian Bureau of Statistics no controlo de qualidade, no âmbito de um projeto do Governo australiano. Os dados de 2024 foram revistos, e o crescimento do valor acrescentado nesse ano passou de 7,4 para 8,3 por cento.

Jornalista: António Sampaio

 

Escrito por RafaFM

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