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Adão Soares defende na ONU transição energética para combater a pobreza e criar emprego

todaySetembro 26, 2026 11 2

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Nova Iorque, 26 de setembro de 2026 (RAFA) — Adão Soares, Enviado Especial e Embaixador Itinerante para os Assuntos Climáticos defendeu  que a transição energética nos Países Menos Desenvolvidos deve ir além da redução das emissões e abordar os desafios do acesso à energia, da pobreza, da criação de emprego e da resiliência climática.

Esta posição foi apresentada durante o lançamento do Acelerador Global de Redes Eléctricas, uma iniciativa do Secretário-Geral da ONU destinada a acelerar os investimentos em infraestruturas de redes eléctricas em África e no Sudeste Asiático.

A ONU considera as redes elétricas um dos principais obstáculos à expansão das energias renováveis ​​e ao acesso a eletricidade fiável e acessível.

Adão Soares afirmou que as redes elétricas “fiáveis, acessíveis e resilientes” são essenciais para a ação climática, uma transição energética justa e o desenvolvimento sustentável.

Segundo o embaixador, nos países menos desenvolvidos, defendeu o acesso a “financiamento acessível e previsível, transferência de tecnologia e capacitação” para permitir que estes países avancem na modernização dos seus sistemas energéticos.

Esta preocupação coincide com o diagnóstico apresentado pela ONU no lançamento do Global Grids Accelerator.

De acordo com a organização, mais de 2.500 gigawatts de projetos de energias renováveis ​​aguardam atualmente ligação às redes eléctricas em todo o mundo, enquanto os investimentos globais em redes necessitam de aumentar significativamente para acompanhar a crescente procura de eletricidade.

Adão Soares destacou ainda a importância da cooperação regional, particularmente através da Rede Elétrica da ASEAN, como forma de reforçar a segurança energética, integrar fontes renováveis, reduzir as emissões e aumentar a resiliência às alterações climáticas.

A própria ONU indicou que o Global Grids O Acelerador visa apoiar iniciativas nacionais e regionais no Sudeste Asiático, como a Rede Elétrica da ASEAN, incluindo investimentos prioritários, interligações regionais e comércio transfronteiriço de eletricidade.

O embaixador defendeu ainda que o novo mecanismo deve considerar as condições específicas dos Países Menos Desenvolvidos, através de “apropriação nacional, financiamento acessível, capacitação e parcerias eficazes”.

Para Adão Soares, uma transição energética justa deve aliar a ação climática à “redução da pobreza, do emprego, do acesso à energia e de comunidades resilientes”.

Jornalista: Miguel Caldas

Escrito por RafaFM

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