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Timor-Leste defende a participação local e o reforço das instituições na consolidação da paz

todaySetembro 25, 2026 3

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Nova Iorque, 25 de setembro de 2026 (RAFA) — A Vice-Ministra para os Assuntos da ASEAN de Timor-Leste, Milena Rangel, defendeu uma maior participação das autoridades locais, das mulheres, dos jovens e da sociedade civil nos processos nacionais de consolidação da paz durante uma reunião ministerial da Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas.

A intervenção decorreu na reunião com o tema “Apropriação Nacional na Prática: Fortalecer as Instituições Estatais Inclusivas através do Apoio Internacional à Consolidação da Paz”.

Milena Rangel apresentou a experiência de Timor-Leste na consolidação da paz ao longo das últimas décadas, com o apoio das Nações Unidas, e afirmou que “a verdadeira apropriação nacional exige a participação ativa dos diferentes setores da sociedade”.

Segundo a Vice-Ministra, a consolidação da paz não se deve limitar às instituições centrais do Estado.

As autoridades locais, as mulheres, os jovens e as organizações da sociedade civil devem participar nos processos que definem as prioridades nacionais e contribuir para a estabilidade do país. O apoio internacional deve reforçar as capacidades nacionais

A representante timorense defendeu ainda que o apoio internacional produz melhores resultados quando está alinhado com as prioridades nacionais e coordenado entre os diferentes parceiros.

Segundo Milena Maria da Costa Rangel, “a cooperação técnica a longo prazo deve contribuir para o reforço da capacidade das instituições nacionais para aplicar o Estado de Direito e prestar serviços públicos de forma autónoma, em vez de substituir ou contornar os sistemas nacionais”.

Neste contexto, a Vice-Ministra apontou a Comissão de Consolidação da Paz como uma plataforma capaz de reunir parceiros internacionais e instituições financeiras, mobilizando financiamento e apoio para estratégias nacionais de longo prazo.

Ao concluir a sua intervenção, Milena Rangel reafirmou o compromisso de Timor-Leste com a paz sustentável.

A Vice-Ministra reconheceu que não existe um único caminho para alcançar a paz, mas destacou três elementos que considera fundamentais para a sua consolidação: a liderança nacional, a participação significativa da população e as parcerias internacionais duradouras.

A posição apresentada por Timor-Leste coloca a experiência do país em matéria de construção da paz no centro do debate sobre a forma como a comunidade internacional deve apoiar os países que procuram consolidar as suas instituições e evitar o regresso à instabilidade.

Jornalista: Miguel Caldas

 

 

 

Escrito por RafaFM

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