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Casablanca, 24 de setembro de 2026 (RAFA) – O Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM) conquistou o maior número de lugares nas eleições legislativas de Marrocos, segundo resultados provisórios anunciados pelo Ministério do Interior hoje.
O partido no poder, o Reagrupamento Nacional dos Independentes (RNI), sofreu perdas significativas, enquanto um partido islamita moderado protagonizou um forte regresso ao cenário político.
Os marroquinos votaram na quarta-feira para eleger um novo parlamento, numa eleição marcada pela crescente frustração dos jovens, pelo desemprego elevado apesar de uma economia em expansão, e por exigências de melhores escolas, hospitais e habitação.
O PAM obteve 97 dos 395 lugares na Câmara dos Representantes, a câmara baixa do parlamento marroquino. Seguiu-se o RNI, com 66 lugares, e o Istiqlal, com 65. O Partido da Justiça e Desenvolvimento, formação islamita moderada que tinha conquistado apenas 13 lugares em 2021, subiu para 54.
O PAM e o Istiqlal integravam a maioria parlamentar que sustentou o anterior governo liderado pelo RNI.
O PAM foi fundado em 2008 por Fouad Ali El Himma, amigo de infância e conselheiro próximo do rei Mohammed VI.
O partido afirmou-se como força política de destaque, vista como contrapeso ao Partido da Justiça e Desenvolvimento, que liderou o governo durante uma década.
A participação eleitoral ficou nos 38%, o valor mais baixo desde 2007.
A votação foi a primeira desde os protestos mortais liderados por jovens há quase um ano e a tentativa em massa de migrantes de atravessar a fronteira norte de Marrocos para o território espanhol de Ceuta, que causou dezenas de mortos.
O escrutínio vai determinar o próximo primeiro-ministro e a composição do governo, que atuará ao lado de uma monarquia poderosa, que mantém amplos poderes sobre assuntos estratégicos.
O novo governo vai gerir milhares de milhões de dólares em investimento, à medida que Marrocos se prepara para coorganizar o Mundial de futebol de 2030, o que levou alguns a descrevê-lo como o “governo do Mundial”. A nova liderança política vai enfrentar ainda pressão para responder a preocupações do quotidiano, como emprego, salários e custo de vida.
A Constituição marroquina obriga o rei a nomear primeiro-ministro um representante do partido mais votado nas legislativas.
Como nenhum partido deverá obter maioria absoluta, o vencedor terá de formar um governo de coligação. As pastas são distribuídas entre os aliados políticos, mas o palácio real mantém tradicionalmente sob controlo pastas-chave como a Defesa e os Negócios Estrangeiros.
Uma das hipóteses para primeiro-ministro é Faouzi Lakjaa, presidente da federação marroquina de futebol, que aderiu recentemente ao PAM e tem beneficiado do impulso dos recentes êxitos futebolísticos de Marrocos.
Fatima-Zahra Mansouri, de 50 anos, presidente da câmara de Marraquexe e ministra do Ordenamento do Território, é outra possibilidade. Se escolhida, será a primeira mulher a chefiar o governo marroquino.
FIM
Escrito por RafaFM
Partido da Autenticidade e Modernidade lidera resultados provisórios das eleições em Marrocos
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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