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Morreu o músico Jorge Palma, um dos maiores músicos portugueses, aos 76 anos

todaySetembro 22, 2026 1

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Lisboa, 22 de setembro de  2026 (RAFA) – O músico, cantor e compositor português Jorge Palma, uma das principais vozes da música contemporânea portuguesa, morreu hoje aos 76 anos, avançou a imprensa portuguesa.

Jorge Manuel de Abreu Palma nasceu a 4 de junho de 1950, em Lisboa, e iniciou os estudos musicais em piano ainda criança, tendo feito a primeira audição no Conservatório de Lisboa aos 8 anos, com um segundo prémio no Concurso Internacional das Juventudes Musicais, em Palma de Maiorca, em 1963.

A partir de 1964, virou-se para o pop-rock, influenciado por Elvis Presley, os Beatles e os Rolling Stones, e aos 17 anos rumou sozinho ao Algarve para tentar a vida como músico, integrando por breve período a banda Black Boys.

De regresso a Lisboa, e enquanto estudava engenharia na Faculdade de Ciências, integrou o grupo de hard rock Sindikato, com o qual chegou a participar na primeira edição do Festival de Vilar de Mouros, em 1971.

Editou o primeiro álbum a solo, “Com uma Viagem na Palma da Mão”, em 1975, ao qual se seguiram títulos como “Té Já” (1977), marcado pelo jazz e pelo blues, e “Quarto Minguante” (1986), ano em que concluiu também o Curso Geral de Piano. Em 1989 lançou “Bairro do Amor”, inicialmente recusado pela editora EMI-Valentim de Carvalho e viria a ser considerado pela crítica um dos melhores discos portugueses do século XX, com temas como “Dá-me Lume”, “Frágil” e a canção-título. Em 1991, já com o Curso Superior de Piano do Conservatório de Lisboa concluído, gravou “Só”, álbum intimista de voz e piano em que revisitou temas antigos, tornado igualmente um marco da música popular portuguesa.

Em 1992 formou os Palma’s Gang, projeto de rock com Kalu e Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés, e Flak e Alex Cortez, dos Rádio Macau, que editou o álbum ao vivo “Palma’s Gang: Ao Vivo no Johnny Guitar” (1993).

Em 1996 juntou-se a Rui Veloso, Vitorino, Tim e João Gil no supergrupo Rio Grande, cujo álbum de estreia foi um grande sucesso comercial. Voltou a editar álbuns de originais a solo a partir de 2001, com o disco “Jorge Palma”, distinguido com o Prémio José Afonso para melhor disco português do ano.

Em 2022, para assinalar os 50 anos de carreira, protagonizou a série de concertos “Antologia”, no Teatro Tivoli, que terminou com uma reunião dos Palma’s Gang no Capitólio, em Lisboa.

Ao longo da carreira recebeu ainda o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual, em 2008 e 2012, e o prémio Pedro Osório da Sociedade Portuguesa de Autores, pelo álbum “Com Todo o Respeito”.

Em 2020, ano em que celebrou 70 anos de idade, foi condecorado comendador da Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Em abril deste ano, recebeu o Prémio Carreira dos PLAY – Prémios da Música Portuguesa, entregue pelo secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que o descreveu na ocasião como “uma voz raríssima da música portuguesa” e “uma assinatura inconfundível e duradoura na música portuguesa”.

Na cerimónia, Jorge Palma agradeceu aos “profissionais do SNS que fazem tudo com os poucos meios que têm” e apelou a que não se deixasse “que o 25 de Abril se torne uma memória distante”.

Nos últimos anos, o músico tinha vindo a lidar com problemas respiratórios, que o levaram a adiar vários concertos, incluindo espetáculos na Póvoa de Varzim, em novembro de 2025, e o espetáculo “3 Palmas na Mão”, que partilhava o palco com os filhos Vicente e Francisco Palma, também músicos, adiado do Teatro Maria Matos, em Lisboa.

Jorge Palma deixa a viúva, Rita Tomé, e os filhos Vicente e Francisco Palma.

Jornalista: António Sampaio

 

 

Escrito por RafaFM

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