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Díli, 22 de Setembro de 2026 (RAFA) – O Conselho de Imprensa (CI) realiza esta semana uma formação a jornalistas timorenses para aumentar a sua capacidade técnica e profissional nas áreas de ambiente, economia, defesa e segurança, justiça, lei e direitos humanos, e saúde.
A formação, em que participam 21 jornalistas de vários órgãos de comunicação social, pretende dar oportunidade aos jornalistas de aumentarem o seu conhecimento sobre estes setores, incluindo termos técnicos e a abordagem de cobertura apropriada para cada área.
“Pedimos aos jornalistas que aproveitem bem esta oportunidade, para que possam aprender coisas novas e estes termos para implementar no seu trabalho”, disse Alberico da Costa Júnior na abertura da formação, reforçando que “a formação é realizada com base na Lei da Comunicação Social e na competência do Conselho de Imprensa para desenvolver a capacidade dos jornalistas”.
Alberico disse que o programa também está alinhado com “o Plano de Ação do CI 2022–2026”, que dá atenção “à independência e ao profissionalismo dos jornalistas, através de formação para garantir a competência técnica e profissional”.
O Diretor Executivo do Conselho de Imprensa, António Dias, disse que o conhecimento que os jornalistas adquirem durante a formação deve ser aplicado diretamente no trabalho jornalístico diário, de modo a poder trazer mudanças para a comunidade de media em Timor-Leste.
“Os jornalistas aprendem, mas se não houver mudança na comunidade do jornalismo em Timor-Leste, estas formações não têm valor. Por isso, trazemos peritos de várias áreas para dar formação para que possam aprender e desenvolver a capacidade”, enfatizou sublinhando que “a formação só terá valor quando os jornalistas conseguirem aplicar as lições aprendidas e mostrarem mudanças na qualidade do serviço jornalístico”.
António Dias disse também que aumentar a qualidade do jornalismo não beneficia apenas o Conselho de Imprensa, mas é importante também para a sustentabilidade dos próprios media.
“Quando escrevemos bem, as pessoas vão gostar de ler mais. Isso pode ajudar-vos a ter sucesso e a desenvolver cada um dos vossos media”, afirmou.
Pediu aos participantes que “usem esta oportunidade para aumentar a dignidade e o profissionalismo” dos jornalistas, e para contribuir para a mudança na comunidade de media em Timor-Leste.
“Se fizermos a formação mas não houver mudança, as palavras que o público fala e questiona sobre o trabalho dos jornalistas vão continuar a existir. Por isso, peço-vos que aproveitem bem esta oportunidade para dignificar a profissão de jornalista em Timor-Leste”, concluiu.
Os especialistas que ministram a formação vêm de ministérios e instituições relevantes de acordo com a área temática que será abordada durante esta semana.
Entre os participantes contam-se jornalistas da RAFA, RTTL, GMN, Lian Orluli e da maioria das rádios comunitárias.
Jornalista: Mateus Romário
Escrito por RafaFM
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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