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Díli, 18 de setembro de 2026 (RAFA) – O Presidente da República selecionou dez frases de jovens timorenses e estrangeiros, entre os 11 e os 17 anos, para apresentar na 81.ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, sob o lema “Dar Voz à Juventude”.
As frases, escolhidas no âmbito da iniciativa “Uma Frase em Favor da Paz para a Assembleia-Geral das Nações Unidas”, lançada por José Ramos-Horta, serão levadas a Nova Iorque, onde o chefe de Estado participa na sessão de alto nível da ONU entre 20 e 25 de setembro.
As dez frases integram um livreto elaborado pela Presidência da República sob o título “10 Sentences in Favour of Peace for the United Nations General Assembly”, que será apresentado durante a participação de José Ramos-Horta na 81.ª sessão da Assembleia-Geral, em Nova Iorque.
Uma das frases +e de Sherly da Costa Amaral Pinto, de 16 anos, que escreveu: “No mundo de hoje, os conflitos e as tragédias continuam a causar sofrimento em Gaza, no Líbano, em Israel, no Irão, na Ucrânia, no Sudão, em Myanmar e noutras partes do mundo. Unamo-nos para dizer ‘não à violência’ e promover a paz, a dignidade e a unidade entre todas as nações.”
Emilly Javania Amar Guterres dos Santos, também de 16 anos, apelou: “Que possamos construir um mundo onde nenhuma criança conheça o som da guerra antes do som do riso, e onde nenhum sonho seja enterrado por causa do ódio alheio.”
Irabela Teresa Galhos Jr, de 12 anos, questionou: “Porque haveríamos de escolher o ódio e a guerra quando o amor é uma escolha?”
Victórya Marie da Grace Guterres de Andrade, também com 12 anos, escreveu: “A minha voz pode ser pequena, mas o meu pedido é simples: que as crianças cresçam a conhecer o som da paz, não o som da guerra. Que herdem escolas, casas e oportunidades – não o medo, a destruição e o ódio. Que os líderes de hoje deem às crianças de amanhã uma razão para acreditar na paz.”
Já Natalia Viviana Leong Guterres, de 17 anos, deixou um apelo. “Que as nossas diferenças sejam pontes entre corações, e não muros entre nações, para que cada criança possa crescer a conhecer o som do riso em vez do som da guerra.”
“Que todas as armas se calem, para que cada criança possa crescer a conhecer o som da paz,” escreveu Cristian Fernandes Doky, de 16 anos.
Melkyvido Hermenegildo Talo Mau, de 12 anos, escreveu: “Penso sempre que a paz no mundo começa dentro de nós. Quando aprendermos a amar-nos incondicionalmente, a perdoar sinceramente e a respeitar-nos apesar das diferenças, o mundo tornar-se-á um lugar cheio de paz, esperança e amor.”
Néri Filipe Mota Ferreira, de 12 anos, apelou: “Um abraço caloroso, um olhar de amor e um aperto de mão destemido podem derrubar os muros de guerra construídos ao longo dos anos, de Gaza ao Líbano, de Israel à Ucrânia, chegando ao Sudão e a Myanmar e até aos lugares mais remotos do mundo. Unamo-nos para dar vida e construir um mundo cheio de cor e de paz, como um arco-íris.”
Carisa Nataliena da Costa Ferreira, de 14 anos, escreveu: “A paz não é apenas o silêncio depois de um conflito; é o meio pelo qual superamos tudo pacificamente. Que a paz seja a vitória que procuramos. E que criemos uma unidade para a humanidade.”
Para Meychia de Fatima Calado Amaral, também de 14 anos, “A paz nunca existe por si só; começa em cada um de nós.”
A 81.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas abre formalmente a 8 de setembro, em Nova Iorque, sob a presidência do bangladeshiano Khalilur Rahman, eleito em junho para um mandato de um ano. O debate geral de alto nível, que reúne chefes de Estado e de Governo, decorre entre 22 e 28 de setembro, sob o tema “Restoring trust, managing transformation: a United Nations that delivers for all” (“Restaurar a confiança, gerir a transformação: uma Organização das Nações Unidas ao serviço de todos”).
A sessão assinala um momento particularmente sensível para o multilateralismo, marcado por tensões geopolíticas, conflitos armados em curso, pressões sobre o financiamento do desenvolvimento e mudanças tecnológicas aceleradas. Coincide ainda com o processo de escolha do próximo secretário-geral da ONU, uma vez que o mandato de António Guterres termina a 31 de dezembro deste ano.
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Escrito por RafaFM
Presidência da República seleciona dez frases de jovens para levar à Assembleia-Geral da ONU
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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