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Díli, 17 de setembro de 2026 (RAFA) – O turismo internacional gerou aproximadamente 62,5 milhões de dólares em despesa direta na economia de Timor-Leste durante 2025, com visitantes a apontarem lixo, estradas e transportes como os principais entraves à experiência turística no país.
Os dados constam do Relatório do Inquérito a Visitantes Internacionais (IVS) de janeiro a dezembro de 2025, divulgado esta semana pela Organização de Turismo do Pacífico (SPTO), em parceria com o Ministério do Turismo e Ambiente (MTA) de Timor-Leste, no âmbito da Iniciativa de Dados de Turismo do Pacífico (PTDI), financiada pelo Governo da Nova Zelândia.
Segundo o relatório, o setor do turismo demonstrou “um desempenho económico encorajador” em 2025, com as exportações de serviços de viagens e turismo projetadas em cerca de 109,6 milhões de dólares, um valor que a SPTO considera apoiar amplamente a estimativa de impacto direto de 62,5 milhões de dólares identificada pelo inquérito.
O estudo, baseado em 1.305 respostas válidas recolhidas a visitantes internacionais, estima que cada turista gastou em média 926 dólares em despesas pré-pagas por viagem e cerca de 816 dólares durante a estadia em Timor-Leste, equivalente a 105 dólares por dia.
Aplicando uma taxa estimada de retenção local de 50% sobre as despesas pré-pagas, o contributo direto médio por visitante situa-se em 1.279 dólares por viagem, ou 165 dólares por dia.
O presidente executivo da SPTO, Christopher Cocker, sublinhou que os resultados “demonstram o valor dos dados de turismo na compreensão das necessidades dos visitantes e no apoio à tomada de decisões estratégicas”.
Segundo Cocker, “o forte sentimento dos visitantes e a significativa despesa turística de Timor-Leste refletem o apelo único do destino e o importante contributo que o turismo pode dar à economia nacional”.
Apesar do balanço globalmente positivo, o relatório identifica infraestruturas como a principal fragilidade do destino.
Entre os aspetos menos apreciados pelos visitantes destacam-se o lixo e a falta de limpeza (23% das respostas), as estradas e infraestruturas rodoviárias (20%), os custos e preços (16%), os transportes públicos e terrestres (14%) e as infraestruturas gerais, incluindo utilidades e comodidades (13%).
Processos no aeroporto, vistos, imigração e alfândegas, alojamento, serviços turísticos e conectividade à internet foram igualmente referidos como áreas problemáticas.
Nas sugestões de melhoria, recolhidas junto de 575 sondados, os visitantes apontaram como prioritárias a mobilidade e os transportes (28%), as estradas e infraestruturas físicas (20%), a experiência no aeroporto (20%), a informação e sinalização turística (17%) e a conectividade digital (15%).
O diretor-geral do Turismo do MTA, António da Silva, afirmou que os resultados “confirmam que os visitantes valorizam aquilo que torna Timor-Leste único – particularmente o calor e a hospitalidade do nosso povo, o nosso ambiente natural, a nossa cultura e tradições, e a nossa história”.
Da Silva acrescentou que os dados “vão também moldar as prioridades de planeamento e investimento em turismo à medida que melhoramos a conectividade, as infraestruturas e os serviços aos visitantes”, preparando o país para acolher a Cimeira da ASEAN em 2029.
O relatório destaca ainda que o Ministério do Turismo e Ambiente contribuiu com cerca de 32% da análise de dados e preparação do documento, com a SPTO a assegurar os restantes 68%, no âmbito da transferência gradual de capacidade técnica de análise e elaboração de relatórios para a instituição timorense.
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Escrito por RafaFM
5 milhões de dólares em Timor-Leste em 2025 segundo relatório annual Turismo gerou 62
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