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‎ Fundo Petrolífero cresceu para 18,43 mil milhões de dólares no primeiro semestre, mas dependência das receitas de investimento aumenta

todaySetembro 16, 2026 34 11

Fundo
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Díli, 16 de setembro de 2026 (RAFA) – O Fundo Petrolífero de Timor-Leste fechou o primeiro semestre de 2026 com um saldo de cerca de 18,43 mil milhões de dólares americanos, mais 120 milhões do que no final do primeiro trimestre, segundo ouviu hoje o Conselho de Ministros.

Os dados foram apresentados pelo governador do Banco Central de Timor-Leste (BCTL), Hélder Lopes, numa reunião do Conselho de Ministros no Palácio do Governo, em Díli, que incluiu ainda a Revisão Económica do primeiro semestre e os resultados do Relatório de Avaliação Mútua sobre combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

Segundo a apresentação, os investimentos do Fundo renderam cerca de 719 milhões de dólares no segundo trimestre, impulsionados sobretudo pelo desempenho das ações.

No primeiro semestre, foram transferidos 800 milhões de dólares do Fundo para financiar despesas do Orçamento Geral do Estado.

A apresentação sublinhou a redução das receitas petrolíferas e a importância crescente dos rendimentos dos investimentos para a sustentabilidade e preservação do património do Fundo.

O Conselho de Ministros analisou também os resultados da avaliação mútua realizada pelo Grupo Ásia-Pacífico sobre Branqueamento de Capitais (APG), que mede o grau de cumprimento de Timor-Leste das normas internacionais de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

A avaliação concluiu que o país cumpre totalmente ou em grande medida 22 das 40 recomendações do Grupo de Ação Financeira (GAFI), com outras 12 parcialmente cumpridas. Foram identificadas áreas que necessitam de reforço, nomeadamente na supervisão, prevenção, investigação, recuperação e confisco de ativos e aplicação de sanções financeiras.

Na sequência da apresentação, o Conselho de Ministros endossou as recomendações da Comissão Nacional para a Implementação de Medidas de Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo (CNCBC), liderada pelo ministro da Justiça, Sérgio de Jesus Fernandes da Costa Hornai.

As recomendações incluem a adoção do Relatório de Avaliação Mútua de Timor-Leste de 2024, do Plano Estratégico Nacional 2025-2028 e do Relatório da Avaliação Nacional de Risco de 2025, bem como a autorização para a publicação deste último.

No plano macroeconómico, segundo o comunicado da reunião de hoje, o Governo projeta um crescimento de 5% para o produto interno bruto (PIB) real não petrolífero em 2026, sustentado pelo consumo e investimento públicos, pelo consumo das famílias e pela recuperação gradual do investimento privado.

A inflação manteve-se baixa, em 0,5% em junho, enquanto o crédito ao setor privado continuou a crescer.

A receita não petrolífera aumentou 9,2% no primeiro semestre, face ao período homólogo, para cerca de 130 milhões de dólares, com as receitas fiscais sobre o rendimento a representarem 85,5% das receitas domésticas.

O Conselho de Ministros assinalou ainda desafios relacionados com a elevada dependência das importações, a limitada capacidade produtiva nacional e o défice da balança corrente, que atingiu 374,1 milhões de dólares no primeiro semestre.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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