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Viagens do Presidente da República dividem bancadas: PLP critica custos, CNRT elogia diplomacia

todaySetembro 15, 2026 31 21

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Díli, 15 de setembro de  2026 (RAFA) – A bancada da PLP criticou as viagens internacionais do Presidente da República como um gasto “sem qualquer efeito direto para o povo”, num contraste direto com o elogio da bancada do CNRT à “vontade política” do Chefe de Estado na diplomacia.

Na abertura da 4ª sessão legislativa da VI legislatura do Parlamento Nacional, em Díli, a deputada Angelina Sarmento, do Partido de Libertação Popular (PLP), apontou o custo das deslocações de José Ramos-Horta ao longo do mandato.

“Gastou-se muito dinheiro em viagens ao estrangeiro sem qualquer efeito direto para o povo, contribuiu-se para esgotar várias reservas do dinheiro do povo, não há eficiência, não se segue o princípio da poupança do dinheiro público e não há resultados para Timor-Leste”, afirmou, precisando que, “no total, somam-se 36 países e 55 viagens; alguns países receberam visitas três a cinco vezes – e, até ao dia de hoje, nada disto contribuiu para uma mudança significativa na vida do povo”.

A deputada reconheceu que o Presidente “justifica que estas viagens são importantes para a nossa diplomacia, enquanto membro da ASEAN”, mas contrapôs que “a diplomacia e a ética diplomática de Timor-Leste não têm reciprocidade nem equilíbrio na reciprocidade”.

Já o deputado Patrocínio dos Reis, do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), maior bancada do Governo, traçou um retrato oposto da atividade internacional do Presidente. “Todos estes êxitos tornaram-se possíveis graças à estabilidade política sólida, ao apoio firme dos parceiros de desenvolvimento e, sobretudo, à grande vontade política de Sua Excelência o Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta”, afirmou, considerando que “esta colaboração mútua que dá vigor e força ao Governo para executar os seus programas com coragem e abnegação total”.

O deputado do CNRT associou diretamente a presença internacional do país à figura do Presidente. “Graças a esta estabilidade sólida e inabalável, o nosso país tornou-se o palco de reuniões e eventos internacionais de toda a ordem, atrai investidores estrangeiros e recebe com grande honra visitas oficiais de numerosos chefes de Estado e de Governo”, disse, considerando que estes “êxitos memoráveis reforçam a confiança do mundo na nossa viabilidade e capacidade de investimento”.

Já o próprio chefe de Estado, José Ramos-Horta, referiu-se no seu discurso a uma das suas consequências dos contactos internacionais que manteve, nomeadamente o projeto da construção de um estaleiro naval de Laleia, Manatuto, em parceria com a japonesa Tsuneishi Shipbuilding, que prevê empregar 4.000 timorenses até 2027.

Jornalista: António Sampaio

 

Escrito por RafaFM

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