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Díli, 7 de setembro de 2026 (RAFA) – O Ministro da Saúde do Sri Lanka e Presidente da 78ª Sessão do Comité Regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o Sudeste Asiático, defendeu hoje em Díli que os sistemas de saúde da região devem colocar as pessoas no centro das políticas e garantir o acesso aos cuidados de saúde sem dificuldades financeiras.
No seu discurso durante a 79ª Sessão do Comité Regional da OMS para o Sudeste Asiático, Nalinda Jayatissa alertou que os países da região, apesar das diferenças económicas, geográficas e de sistemas de saúde, enfrentam desafios cada vez mais comuns.
Entre esses desafios destacou doenças infecciosas persistentes e emergentes, envelhecimento populacional, doenças crónicas, emergências de saúde, alterações climáticas e pressão sobre os profissionais de saúde.
“O nosso compromisso partilhado continua a ser claro: garantir que todas as pessoas podem aceder aos serviços de saúde de que necessitam, quando necessitam, sem dificuldades financeiras”, afirmou.
Segundo o ministro, o reforço dos cuidados de saúde primários deve continuar a ser fundamental para a resposta dos sistemas nacionais, sobretudo face ao envelhecimento da população e ao aumento das doenças crónicas.
Jayatissa enfatizou que o envelhecimento da população exige uma adaptação dos sistemas de saúde, com um maior foco nos serviços centrados na pessoa, na prevenção e na promoção da saúde.
Defendeu ainda que deve ser garantido o acesso equitativo a cuidados especializados, incluindo serviços de reabilitação, saúde mental, cuidados de longa duração e outras áreas especializadas.
O ministro salientou, no entanto, que melhorar o acesso não significa apenas formar mais profissionais.
É igualmente necessário assegurar uma distribuição mais equitativa dos recursos humanos e das competências na área da saúde, permitindo às populações aceder aos serviços especializados de que necessitam.
No seu discurso, Jayatissa destacou ainda a dimensão humana da saúde, defendendo que o progresso científico e tecnológico deve caminhar lado a lado com uma relação baseada no respeito pelo doente.
“A excelência científica e tecnológica deve ser acompanhada de empatia, compaixão e respeito pelo ser humano”, declarou.
O ministro citou a experiência do Sri Lanka em matéria de saúde comunitária como exemplo da importância do investimento contínuo na prevenção e de instituições de saúde pública robustas.
Ao abordar os desafios futuros, Jayatissa alertou ainda que as alterações climáticas estão a tornar-se uma questão de segurança sanitária regional devido ao impacto das inundações, deslizamentos de terra, eventos climáticos extremos e interrupções nos serviços essenciais de saúde.
Por isso, defendeu que os países reforcem a preparação dos sistemas de saúde, os mecanismos de alerta precoce e a capacidade de manter os serviços essenciais durante as emergências.
Jornalista: Miguel Caldas
Escrito por RafaFM
Presidente da 78ª Sessão da OMS defende cuidados de saúde centrados nas pessoas em Díli
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