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PMD adotam “Declaração de Díli” e vão exigir triplicação do financiamento climático na COP31

todaySetembro 4, 2026 21

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Díli, 4 de setembro de 2026 (RAFA) – Os 44 países do grupo dos Países Menos Desenvolvidos (PMD) exigem a triplicação do financiamento climático para a adaptação, segundo a “Declaração de Díli”, adotada esta quarta-feira como posição comum do bloco para a COP31.

O documento, com 26 pontos, foi aprovado no encerramento da Reunião Estratégica e Ministerial dos PMD, que decorreu durante três dias em Díli, e vai ser levado agora à cimeira climática das Nações Unidas, marcada para 8 a 21 de novembro, em Antalya, na Turquia.

“Hoje adotámos que os 44 países concordaram, aceitaram e adotaram a declaração. Este é o documento que vamos levar para o grande encontro da COP31 na Turquia. Temos apoio total a esta declaração”, disse o Ministro da Agricultura, Pescas, Pecuária e Florestas, Marcos da Cruz.

Segundo o governante, a força dos PMD está na união: sozinhos, os países pobres não conseguem obter resposta dos países ricos, mas juntos conseguem pressionar por mais atenção e recursos para a crise climática.

“Se nós, países pobres, andarmos sozinhos a pedir dinheiro, alguns nem vão dar apoio. Mas 44 países juntos, com a nossa ideia na declaração, vamos dizer na COP: olhem para nós. Aumentem a quantidade de finanças para responder a estes problemas”, afirmou.

Marcos da Cruz defendeu ainda que os PMD contribuem pouco para as emissões globais, mas são os mais afetados pelas suas consequências, pelo que os países industriais têm de assumir a responsabilidade pelos danos causados.

O embaixador Adão Barbosa, Enviado Especial para os Assuntos Climáticos, detalhou os principais pontos da declaração, organizados em torno de quatro prioridades.

No financiamento climático, os PMD exigem, além da triplicação do financiamento para a adaptação, uma maior contribuição dos países desenvolvidos para os países vulneráveis.

No acompanhamento da mitigação, o documento defende manter o compromisso de limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. Na adaptação, pede reforço do financiamento, da transferência de tecnologia e do desenvolvimento de capacidades, para que os PMD consigam implementar ações contra os riscos climáticos.

Já a transição justa visa garantir que as circunstâncias nacionais dos PMD são consideradas nas negociações, de forma a apoiar o desenvolvimento sustentável.

O embaixador disse ainda que os PMD vão procurar alianças com outros blocos, como os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) e o Grupo Africano de Negociadores, para garantir a aprovação das suas exigências em Antalya.

“Nas negociações climáticas mundiais precisamos mesmo do apoio de outros blocos para aprovar os elementos-chave que colocámos na Declaração de Díli”, concluiu.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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