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O cinema permite a Timor-Leste mostrar a sua cultura e criatividade ao mundo – Vice-PM

todaySetembro 3, 2026 34

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Díli, 3 de setembro de 2026 (RAFA) – O Vice-Primeiro-Ministro, Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos e Ministro do Turismo e Ambiente, Francisco Kalbuadi Lay, afirmou que a participação de Timor-Leste no Festival de Cinema da ASEAN em Hong Kong é uma oportunidade para mostrar a cultura, a identidade e a criatividade timorenses ao mundo.

“Para Timor-Leste, este é um momento muito especial. Orgulho-me de estar aqui ao lado de timorenses extremamente talentosos, que demonstram que, apesar de sermos uma nação pequena, temos criatividade, talento e histórias para partilhar com o mundo”, afirmou.

Kalbuadi Lay destacou ainda o papel do cinema na preservação e transmissão de histórias, memórias, tradições e valores culturais às novas gerações.

“Preservar a nossa cultura é essencial porque nos recorda o que passámos e o legado que os nossos antepassados ​​deixaram para a nossa identidade e para as gerações futuras”, declarou.

O governante agradeceu ainda aos artistas, cineastas, agentes culturais e jovens timorenses o seu contributo para a promoção das artes e da cultura nacionais, considerando que a participação no festival representa mais um passo na projeção da identidade timorense no estrangeiro.

“Juntos, estamos a escrever mais um capítulo na história do nosso país”, afirmou.

A participação de Timor-Leste inclui três curtas-metragens sobre o património cultural imaterial do país, produzidas em 2024 com o apoio da UNESCO e do Centro Internacional de Informação e Redes para o Património Cultural Imaterial na Ásia-Pacífico.

As produções apresentam diferentes formas de expressão cultural timorense, desde manifestações musicais e instrumentos tradicionais até aos conhecimentos e práticas associados ao Uma Lulik, contribuindo para a valorização e salvaguarda das tradições transmitidas entre gerações.

O programa reúne três curtas-metragens.

A primeira, “The Rise of Genre Tebe-Tebe”, de Domingos Flaviano Belo Correia Freitas, com 15 minutos de duração, aborda a ascensão do Tebe-Tebe, género musical que ganhou expressão a partir do início do século XXI e que combina ritmos e melodias tradicionais timorenses com influências musicais contemporâneas.

Fez ainda parte “Babadok Instrument Production”, de Silvano Rodrigues Xavier, com 13 minutos, sobre o fabrico artesanal do babadok, instrumento de percussão tradicional timorense, cujo processo de construção – a partir de madeira e pele animal – é descrito como moroso e dependente da mestria e dedicação dos artesãos.

Fecha a sessão “Traditional Knowledge of Uma Lulik and Its Cultural Sites”, de Grazela Maria Albino, com 15 minutos, que segue um lia-nain (guardião tradicional do conhecimento) na realização de rituais e cerimónias numa Uma Lulik (Casa Sagrada) e nos respetivos sítios culturais, estabelecendo uma ligação entre o passado e as gerações presentes e futuras de Timor-Leste.

A participação no festival ocorre também num contexto de crescente integração de Timor-Leste no espaço regional da ASEAN, permitindo ao país reforçar os intercâmbios culturais e dar maior visibilidade à sua produção artística e audiovisual junto do público internacional.

Jornalista: Miguel Caldas

 

Escrito por RafaFM

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