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Assanami Sabino defende o fim da politização dos recursos humanos para acelerar o desenvolvimento nacional

todayAgosto 24, 2026 86

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Díli, 24 de agosto de 2026 (RAFA) – O Vice-Primeiro-Ministro, Ministro Coordenador dos Assuntos Sociais e Ministro do Desenvolvimento Rural e Habitação Comunitária, Mariano Assanami Sabino, defendeu o fim da politização dos recursos humanos do Estado.

Isso implica, defendeu, que os profissionais com capacidade e conhecimentos sejam colocados ao serviço do desenvolvimento nacional, independentemente de considerações políticas.

A declaração foi feita aos jornalistas à margem da Cimeira Ciência para o Desenvolvimento 2026, em Díli, onde o vice Primeiro-Ministro destacou a importância de valorizar o conhecimento, a investigação e as competências nacionais para enfrentar os desafios do desenvolvimento e da transformação tecnológica no país.

“Devemos acabar com a politização dos recursos humanos. Os recursos humanos pertencem ao Estado e à nação e devem ser utilizados para servir o Estado e a nação”; afirmou.

Segundo Assanami Sabino, Timor-Leste tem muitas pessoas qualificadas e capazes que poderiam contribuir para o desenvolvimento, mas nem todas estão atualmente envolvidas nos processos de construção e desenvolvimento do país.

Uma situação, considera, que representa uma perda de capacidade que precisa de ser corrigida.

“Há muitas pessoas capazes, mas não estão envolvidas no processo de desenvolvimento”, afirmou, defendendo uma reflexão sobre a forma como o Estado mobiliza e utiliza os seus recursos humanos.

Para Assanami Sabino, a questão ganha ainda maior importância numa altura em que Timor-Leste procura reforçar a sua capacidade nacional através da ciência, da tecnologia, da inovação e da formação de recursos humanos, áreas essenciais para responder aos novos desafios e aumentar a competitividade do país.

A declaração surge no contexto da Cimeira Ciência para o Desenvolvimento 2026, que reúne especialistas nacionais e internacionais, académicos, estudantes e representantes governamentais para discutir formas de transformar o conhecimento e a inovação em instrumentos concretos para o desenvolvimento.

A posição do responsável governamental coloca no centro do debate a necessidade de valorizar as competências existentes no país e de garantir que o conhecimento disponível é mobilizado em benefício do interesse público, evitando que as capacidades profissionais sejam desperdiçadas por razões não relacionadas com as necessidades de desenvolvimento nacional.

Jornalista: Miguel Caldas

 

Escrito por RafaFM

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