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Ramos-Horta evoca sacrifício das FALINTIL e apela à juventude para transformar liberdade em prosperidade no 51.º aniversário

todayAgosto 20, 2026 28 5

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Quelicai, 20 de agosto de 2026 (RAFA) – O Presidente da República, José Ramos-Horta, prestou hoje homenagem aos combatentes das FALINTIL durante as celebrações do 51.º Aniversário da força de libertação, realizadas no sopé do Matebian.

“Prestamos homenagem a todos aqueles que deram a sua vida pela independência: aos que tombaram nos campos de batalha; aos que sofreram prisão, perseguição e tortura; aos que resistiram nas montanhas”, declarou.

Ramos-Horta recordou líderes políticos e militares como Francisco Xavier do Amaral, Nicolau Lobato, Fernando Lassama de Araújo, Nino Konis Santana e João Carrascalão, bem como comandantes Aquiles, Carmo e José Silva.

Prestou também respeito aos “heróis vivos” Kay Rala Xanana Gusmão, Taur Matan Ruak, Lere Anan Timur, Falur Rate Laek e Mari Alkatiri.

O Chefe de Estado sublinhou que a libertação foi fruto da “união extraordinária entre a Resistência Armada, a Rede Clandestina e a Frente Externa”.

“A Resistência Armada, representada pelas FALINTIL, enfrentou a missão mais difícil: resistir a uma ocupação militar em condições de extrema assimetria… A Rede Clandestina constituiu a ligação vital entre a luta armada e o povo timorense. A Frente Externa levou a voz de Timor-Leste ao mundo”, afirmou.

Homenageou ainda as mulheres da resistência e os jovens estudantes e ativistas, e deixou um desafio.

“Hoje, os jovens de Timor-Leste têm uma nova missão: transformar o legado recebido em responsabilidade para construir um país mais justo, desenvolvido e pacífico”, disse.

Ao olhar para o presente, Ramos-Horta defendeu que a maior vitória das FALINTIL foi transformar-se numa força republicana subordinada à Constituição.

“As F-FDTL representam a continuidade histórica das FALINTIL, mas exercem uma missão diferente… preservar a paz conquistada, defender a integridade territorial e garantir a segurança nacional”.

O Presidente alertou para as novas ameaças: ataques cibernéticos, manipulação de informação, criminalidade transnacional e alterações climáticas.

Defendeu por isso “investir nas pessoas, na formação, no conhecimento, na disciplina” e na cooperação com parceiros como Austrália, Portugal, EUA, China, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Índia e Brasil.

Citou exercícios como Hari Hamutuk com a Austrália, Dalan ba Dame com os EUA, FELINO 2026 no Brasil com a CPLP, e a participação no Pacific Partnership 2026 em Timor-Leste.

Ramos-Horta dedicou parte do discurso à defesa do espaço marítimo e ao Greater Sunrise, afirmando que o projeto “representa também a afirmação da soberania nacional”.

“Não é possível implementar uma segurança marítima credível sem uma parceria estratégica forte com a Austrália”, disse.

“Timor-Leste é responsável por uma Zona Económica Exclusiva de grandes dimensões… mesmo que investíssemos centenas de milhões de dólares nesta área, não poderíamos assegurar, por nós próprios, a cobertura e o controlo efetivos”.

Renovou o apelo para “negociações sérias com vista à partilha de responsabilidades e dos custos de patrulhamento, monitorização e controlo das nossas águas”, acompanhada de capacitação das forças navais timorenses.

O Presidente lembrou que Timor-Leste é membro da ONU, OMC, ASEAN, CPLP e g7+ e participa nos SIDS e como observador no *Fórum das Ilhas do Pacífico*.

Defendeu que a cooperação internacional deve evoluir para “parcerias equilibradas, transferência de conhecimento e investimento sustentável”. Destacou a participação de F-FDTL e PNTL em missões de paz da ONU como exemplo do compromisso de Timor-Leste com a segurança coletiva.

“Uma Nação verdadeiramente segura é aquela que consegue criar oportunidades para os seus cidadãos… A paz duradoura constrói-se através da educação, da saúde, do emprego, da justiça social”.

Ao encerrar, Ramos-Horta afirmou que “a melhor forma de honrar os nossos heróis é transformar o seu sacrifício em compromisso com o presente e com o futuro”.

“Eles defenderam a Pátria com coragem. A nossa geração deve desenvolvê-la com competência, responsabilidade e visão. Que Timor-Leste permaneça sempre uma Nação de paz, dignidade e esperança”.

Jornalista: Mateus Romário

Escrito por RafaFM

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Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

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