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Timor-Leste defende rotatividade no Instituto de Língua Portuguesa até 2028. Apenas 1 dos 28 documentos vai ao Conselho de Ministros da CPLP

todayAgosto 18, 2026 39

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Díli, 18 de agosto de 2026 (RAFA) – Dos 28 documentos preparados para aprovação na 31.ª Reunião do Conselho de Ministros da CPLP, apenas 1 vai ser discutido pelos ministros. Trata-se da proposta sobre a rotatividade da direção do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), defendeu a embaixadora de Timor-Leste junto da CPLP, Natália Carrascalão, esta terça-feira em Díli.

A diplomata fez o balanço dos trabalhos do Grupo de Trabalho Ministerial de Preparação(GTMINI), coordenado pelo Diretor Nacional dos Assuntos da CPLP, Aviano Faria, e da Comissão de Concertação Permanente (CCP), composta pelos embaixadores dos Estados-membros junto da CPLP.

“Nós chegamos a este ponto, portanto, de ter 28 documentos para aprovação. Foi todo um trabalho preparado antes em Portugal, com o secretariado executivo e com o apoio, com certeza, aqui da capital. E foi apresentado ao GTMINI”, explicou Natália Carrascalão.

Segundo a embaixadora, o GTMINI teve “reuniões muito intensas durante muitos dias para discutir ponto por ponto e ver aquilo que é aceitável ou não aceitável”.

No CCP, os embaixadores conseguiram “limpar” 27 dos 28 projetos.

“Felizmente, fizemos com que quase todos os projetos chegassem ao CCP. Quando chegou ao CCP, que é a Comissão de Concertação Permanente, que é feita dos embaixadores, discutimos alguns pontos. Dois deles conseguimos que ficasse tudo limpo, portanto, nem sequer vai ao Conselho de Ministros, mas houve um que nós vamos mandar para o Conselho de Ministros para ser discutido”.

O documento que segue para aprovação ministerial é sobre o futuro da direção do IILP.

“É sobre a rotatividade do diretor, portanto, para o estudo de língua portuguesa. Até aqui, nós tínhamos o sistema de rotatividade. E agora estamos a ver se vai continuar ou não, ou se vai ser por concurso público. Cada vez mais a CPLP tem que ser mais transparente; para tudo tem que haver concurso público”, afirmou.

Timor-Leste defende que o sistema de rotatividade seja mantido até fechar o ciclo com os últimos 3 países.

“Nós queremos a questão da rotatividade até terminar com a Guiné Equatorial. Portanto, falta: São Tomé e Príncipe, que é a proposta para ser agora, depois a seguir é Timor-Leste e depois é a Guiné Equatorial. A partir daí, está previsto no estatuto que passe a ser, portanto, por concurso público”.

Apesar de já aprovados no CCP, os outros 27 documentos abordaram temas estruturantes da CPLP: orçamento, concursos, mobilidade, desastres naturais, economia, alimentação, oceanos e celebração dos 30 anos da CPLP.

Após aprovação no Conselho de Ministros, caberá à Missão de Timor-Leste em Portugal fazer o follow-up da execução dos projetos de resolução.

Jornalista: Mateus Romário

 

Escrito por RafaFM

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