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Díli acolhe 52ª Reunião de Pontos Focais da CPLP para debater futuro da cooperação

todayAgosto 15, 2026 25

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Díli, 15 de agosto de 2026 (RAFA) – Teve início este sábado em Díli a 52ª Reunião de Pontos Focais Setoriais da Cooperação da CPLP, sob o tema “A consolidação do Estado de Direito Democrático e os benefícios da CPLP”.

A reunião dá continuidade aos trabalhos da 51ª reunião, realizada em março em Lisboa, e serve para avaliar projetos, aprovar financiamentos e preparar a nova Visão Estratégica da CPLP para 2027-2033.

A Diretora-Geral dos Assuntos Multilaterais do MNEC, Sebastiana Barros, abriu os trabalhos em nome da Presidência Pro Tempore de Timor-Leste.

“Esta reunião constitui mais uma oportunidade para avaliarmos conjuntamente o caminho percorrido, dar seguimento às decisões então tomadas e avançar nas matérias que exigem a nossa concertação”, afirmou.

Sebastiana destacou o papel dos pontos focais: “Cabe-nos acompanhar a execução das atividades e projetos em curso, analisar novas propostas de cooperação, identificar constrangimentos e contribuir para que as decisões tomadas no âmbito da Comunidade tenham o devido seguimento”.

Para a responsável, é preciso ir além das boas iniciativas.

“Precisamos não apenas de boas iniciativas, mas também de uma coordenação regular, de mecanismos de acompanhamento adequados e de uma avaliação cada vez mais rigorosa dos resultados alcançados”.

“No exercício da Presidência Pro Tempore, Timor-Leste procurará facilitar um diálogo aberto, construtivo e orientado para resultados, valorizando os contributos e a experiência de todos os Estados-Membros”, concluiu.

O Diretor-Geral da CPLP, Miguel Pedro Sousa Monteiro, lembrou os 30 anos da cooperação e o fim do ciclo da Visão Estratégica 2016-2026.

“Temos, por isso, uma oportunidade para olhar para a conjuntura, mas, sobretudo, para começar a projetar o futuro nessa nossa cooperação”, disse.

Monteiro avaliou que a CPLP construiu um modelo próprio baseado na partilha de conhecimento e na capacitação institucional.

“Os documentos que serão apreciados nesta reunião mostram a evolução positiva dos nossos mecanismos de planeamento, acompanhamento e monitorização das atividades, bem como uma crescente preocupação com a compilação dos resultados e a prestação de contas, mas mostram também, igualmente, que persistem desafios”.

O Diretor-Geral defendeu que o debate deve focar na nova visão estratégica.

“É precisamente por isso que considero particularmente oportuno que esta reunião comece com uma reflexão sobre a revisão do documento estratégico de cooperação e sobre o contributo que isto irá oferecer à preparação da visão estratégica da CPLP de 2027-2033”.

O Diretor da Cooperação da CPLP, Manuel Clarote Lapão, destacou que a CPLP se distingue de outras organizações regionais.

“Estamos num momento decisivo para a nossa organização. Trinta anos permite excecionar que o que a gente fez ao ligar a cooperação não apenas permitiu abastecer muito do funcionamento internacional da nossa organização, como parece que a CPLP se conseguiu distinguir de outras organizações de contexto regional”, afirmou.

Para Lapão, o grande desafio é a coordenação.

“É muito importante utilizar uma expressão com a qual os Estados-membros abrem uma caderneta de instâncias que é coordenação, coordenação, coordenação. A coordenação interinstitucional entre as nossas instâncias é absolutamente necessária”.

O Coordenador-geral para a Presidência Rotativa da CPLP, Joaquim Fernandes, reforçou a necessidade de avaliar projetos.

“Reflexão sobre os 30 anos da CPLP. Reflexão sobre para onde queremos levar a CPLP. Quais são os desafios e as dificuldades”, disse.

Fernandes explicou os tipos de aprovação:

“Há uma aprovação que chamamos de aprovação de financiamento, há outra aprovação que chamamos condicional. É por isso que há projetos que já estão bons, mas têm que ser melhorados novamente”.

O encontro tem duração de dois dias e não conta com a participação da Guiné Equatorial e da Guiné-Bissau, devido a suspensão.

Jornalista: Mateus Romário

Escrito por RafaFM

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