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Marcos da Cruz alerta que sem florestas não há água nem segurança alimentar e reforça aposta na economia verde

todayAgosto 6, 2026 19

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Díli, 6 de agosto de 2026 (RAFA) – O Ministro da Agricultura, Pecuária, Pescas e Florestas, Marcos da Cruz, alertou nesta quinta-feira que a preservação das florestas é essencial para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável em Timor-Leste.

Ministro defendendo ainda uma ação conjunta do Governo, do setor privado e da sociedade civil para combater o desmatamento e as mudanças climáticas.

Na abertura do seminário e painel de discussão sobre Economia Verde, Ambiente e Reciclagem: Construir um Futuro Sustentável para Timor-Leste, integrado na Maratona Internacional de Díli 2026, o ministro afirmou que o evento vai além da promoção do desporto e procura incentivar uma maior responsabilidade ambiental.

“Se não tivermos florestas, não teremos água; se não tivermos água, não teremos agricultura; e se não tivermos agricultura, não haverá segurança alimentar”, disse.

Marcos da Cruz explicou que Timor-Leste possui 46 áreas protegidas, das quais 44 são terrestres e duas marinhas, destacando-se o Parque Nacional Nino Konis Santana pelo seu elevado valor ecológico e reconhecimento internacional pela UNESCO.

Segundo o ministro, este património demonstra que as florestas “não são apenas recursos naturais, mas um capital que sustenta a vida e o futuro do país”.

O governante reconheceu que o setor enfrenta desafios como a desflorestação, a exploração ilegal de madeira, as alterações climáticas e a perda de biodiversidade, defendendo uma resposta integrada e a longo prazo.

Para fazer face a estes problemas, afirmou que o IX Governo continua a implementar políticas de reflorestação, restauração de áreas degradadas, desenvolvimento de sistemas agroflorestais, fortalecimento de viveiros florestais, gestão comunitária das florestas e proteção dos ecossistemas.

De acordo com Marcos da Cruz, estas medidas não só contribuem para a conservação dos recursos naturais, como também criam as bases para o desenvolvimento da economia verde e da economia azul, diversificando a economia nacional.

“A floresta é um capital natural que pode diversificar a economia nacional e transformar a riqueza natural numa fonte de prosperidade”, declarou.

O ministro apelou ainda ao reforço das parcerias com os parceiros de desenvolvimento, as universidades, as organizações da sociedade civil e o setor privado, considerando que a proteção ambiental depende da participação de toda a sociedade.

Ao concluir o seu discurso, comparou a preservação da natureza ao espírito de uma maratona, afirmando que a construção de um futuro sustentável exige empenho, resiliência e perseverança para garantir que as gerações futuras possam beneficiar dos recursos naturais de Timor-Leste.

Jornalista: Miguel Caldas

 

Escrito por RafaFM

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