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Diretor da PCIC reúne-se com adido segurança da Embaixada da China para reforço de cooperação

todayAgosto 5, 2026 14

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Díli, 5 de agosto de 2026 (RAFA) – O diretor nacional da Polícia Científica e de Investigação Criminal (PCIC), Vicente Fernandes e Brito, reuniu-se terça-feira com o adido de segurança interna da embaixada da China em Timor-Leste, coronel Miao Haijun, para analisar o reforço da cooperação policial bilateral.

O encontro permitiu, segundo informou a PCIC, discutir matérias de interesse mútuo na área da segurança e do combate à criminalidade transnacional, com destaque para o caso de dois cidadãos chineses que foram detidos em Timor-Leste e que eram alvos de notificações vermelhas da Interpol.

As notificações foram emitidas a pedido das autoridades judiciárias chinesas por infrações criminais investigadas no seu país de origem.

A PCIC deteve os suspeitos a 19 e 20 de julho, tendo os dois homens sido entregues pelo Serviço de Migração à Interpol esta semana.

Na reunião foram alinhados os procedimentos legais e institucionais para as etapas seguintes do processo, com as duas instituições a reafirmarem o compromisso no combate à criminalidade organizada e na manutenção da ordem pública, refere o comunicado.

O diretor da PCIC fez-se acompanhar pelo investigador João Corsino, chefe do Departamento da INTERPOL, pela investigadora-chefe Lolita Abrantes, chefe do Departamento de Assessoria e Relações Públicas, e pela especialista superior Mónica Menezes, chefe do Laboratório de Polícia Científica.

A cooperação policial entre Díli e Pequim tem-se intensificado nos últimos meses, num quadro de crescente pressão sobre Timor-Leste para conter redes de crime organizado ligadas a cidadãos chineses no país.

A detenção de suspeitos procurados por Pequim surge no contexto de uma vaga mais alargada de operações contra atividades ilegais “online” em Timor-Leste.

Nas últimas semanas, as autoridades timorenses detiveram centenas de pessoas, na sua maioria cidadãos da China, do Camboja e da Indonésia, por suspeitas de envolvimento em jogo ilegal e fraude informática.

Segundo comunicado da PCIC, parte dos suspeitos chineses detidos já tinha um historial de envolvimento em atividades semelhantes no Myanmar, no Camboja e no Laos.

O Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) tem alertado para a deslocação de centros de burla do Sudeste Asiático para Timor-Leste, alertando em setembro do ano passado para o aumento da presença de redes criminosas em Oecússi, o enclave timorense situado em território indonésio.

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Escrito por RafaFM

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