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Primeiro-Ministro diz que o mundo está a reconhecer o papel do g7+

todayJulho 30, 2026 43 7 5

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Díli, 30 de julho de 2026 (RAFA.TL) – O Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão afirmou hoje, após encontro no Secretariado do g7+ em Díli, que “o mundo está a começar a reconhecer o papel do g7+” na promoção da paz em países frágeis e pós-conflito.

Xanana disse que o g7+ o convidou para apresentar um relatório e informou que a organização tem agora a missão de monitorizar eleições, não só nos países membros, mas também noutros países com acesso.

“Já foram a São Tomé e Príncipe para as eleições presidenciais, que correram muito bem, e vão continuar com as eleições parlamentares. Todos sabemos que São Tomé e Príncipe é um país que nunca teve problemas como outros países”, afirmou.

O PM referiu ainda que o g7+ esteve também nas Ilhas Salomão para as eleições.

“Tudo correu bem. Atualmente, as Ilhas Salomão detêm a Presidência do g7+ e acabaram de eleger o novo presidente do país”, disse.

Xanana anunciou que o g7+ pretende apoiar o Iémen, membro da organização que enfrenta muitos problemas.

“O Iémen também é membro do g7+, que tem muitos problemas, e também acham que deviam mudar a situação no país. Por isso, em agosto, uma delegação visitará Timor-Leste para se reunir com o Presidente, o Parlamento e o Governo, para aprender com a nossa experiência enquanto Estado, de diálogo, de reconciliação. Portanto, daremos tudo o que temos para os ajudar e para que mudem a situação”.

O Chefe do Governo destacou várias atividades internacionais do g7+. Em Lisboa realiza-se normalmente a Taça da Paz de futsal, com participação dos países membros do g7+ e da CPLP.

“O objetivo é promover o diálogo e a paz, e estamos felizes porque todos nos aceitam”, disse.

O Conselho de Ministros da CPLP estará em Timor-Leste e o g7+ participará como observador.

Haverá também uma conferência sobre ciência organizada pelo Presidente da República, com todos os laureados com o Prémio Nobel em diversas áreas.

“O Secretariado do g7+ deseja também participar para informar os laureados sobre o papel do g7+ e apresentará o que já foi feito, o que ainda não foi feito e quais as dificuldades, como em casos como a Guiné-Bissau, a República do Congo e o Sudão do Sul”.

O g7+ participará ainda na cimeira de alto nível em Nova Iorque, durante a Assembleia Geral da ONU, onde o Presidente de Timor-Leste estará presente.

“As Ilhas Salomão, na qualidade de presidentes, são as organizadoras. A República Democrática do Congo e a Libéria, como vice-presidentes, e Timor-Leste, e procuraremos defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU. O Conselho de Segurança da ONU foi fundado após a Segunda Guerra Mundial e mantém-se o mesmo: quando um Conselho de Segurança tenta apoiar uma resolução para o mundo, tem sempre o poder de veto e anula tudo”.

Nos dias 29 e 30 de setembro, em Genebra, haverá um diálogo sobre a paz.

“O g7+ partilhará também a experiência do g7+ como organização intergovernamental em países frágeis, em conflito ou pós-conflito, para chamar a atenção do mundo para o facto de que o diálogo, a mediação e a cooperação constitucional, moral e baseada na solidariedade podem restaurar o processo de paz”, referiu.

Xanana alertou para os problemas globais atuais.

“Sabemos que enfrentamos atualmente muitos problemas. Embora vivamos em paz, o preço dos combustíveis e de outros bens essenciais continua a subir, razão pela qual existem problemas no Médio Oriente. Muitas pessoas morreram, casas foram destruídas e muita coisa foi perdida. Por isso, no diálogo em Genebra, no final de setembro, o G7+ estará presente para discutir a necessidade de o mundo caminhar para a paz e não deixar ninguém para trás. Caso contrário, estas coisas acontecem, mas nunca são implementadas porque os países poderosos que querem governar o mundo arruinaram tudo”.

Sobre a Guiné-Bissau, Xanana reafirmou o compromisso de Timor-Leste. “Todos conhecem a nossa posição, por isso continuamos a apoiar e a coordenar ações com a Serra Leoa, que também nos representa, para ajudar os nossos amigos da Guiné-Bissau a melhorar a situação que enfrentam”.

Jornalista: Mateus Romário

Escrito por RafaFM

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