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Surto de ébola no Congo já matou mais de mil pessoas, o mais rápido de sempre

todayJulho 24, 2026 22 1

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Abuja, 24 de julho de 2026 (RAFA.TL) – O surto de ébola na República Democrática do Congo já matou mais de mil pessoas, tendo atingido este marco quase três vezes mais depressa do que a epidemia de 2014-2016, considerada a pior alguma vez registada.

Segundo dados do Ministério da Saúde do Congo, o surto atual, declarado a 15 de maio, contabilizava até terça-feira 2.536 casos confirmados, incluindo 1.033 mortes.

Durante o surto de 2014-2016, que registou mais de 28 mil casos e mais de 11 mil mortes, foram necessários oito meses para se chegar às mil mortes a contar do primeiro caso registado.

Este ano, esse número foi atingido em pouco mais de dois meses, tornando este o surto de ébola mais rápido de sempre. O surto em curso registou também 2.500 casos a um ritmo quase três vezes superior ao de 2014-2016.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o ébola é causado por um grupo de vírus, dos quais três são conhecidos por provocar grandes surtos: o vírus ébola, o vírus sudan e o vírus bundibugyo.

O surto deste ano é causado pelo vírus bundibugyo, uma variante rara para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados. Já o vírus ébola, o mais comum dos três, foi responsável pelo surto de 2014-2016, considerado o mais mortífero da história do Congo.

O surto provocado pelo vírus bundibugyo está largamente restringido ao Congo, com exceção de casos pontuais em alguns países, entre os quais o Uganda. Dentro do território congolês, limita-se a cinco províncias da região leste, próximas da fronteira com o Uganda.

Já o surto de ébola de 2014-2016 alastrou-se amplamente pela Guiné, Libéria e Serra Leoa, e teve repercussões noutros países vizinhos. Um pequeno número de casos foi também registado nos Estados Unidos e na Europa, ligados à África Ocidental.

O surto atual regista, até agora, uma taxa de letalidade de 40%, sendo que as autoridades atribuem a maioria das mortes ao facto de os doentes recorrerem tardiamente aos serviços de saúde.

Já o surto de 2014-2016 teve uma taxa de letalidade de 66%, tendo sobrecarregado os sistemas de saúde em vários países. Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o vírus ébola é o mais mortífero de entre os vírus conhecidos por provocarem grandes surtos, podendo ser fatal em até 90% dos casos sem tratamento.

As autoridades afirmam que o pico do surto atual poderá ainda estar por vir, uma vez que o paciente zero não foi confirmado e a maioria dos novos casos surge fora dos contactos já monitorizados, a par de atrasos na identificação da variante responsável pelo vírus quando os primeiros casos começaram a ser reportados.

O surto de 2014-2016 prolongou-se por cerca de três anos. O primeiro caso foi registado em dezembro de 2013, mas o surto só foi detetado em março de 2014 e oficialmente declarado em junho de 2016.

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Escrito por RafaFM

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