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52 detidos em duas operações da PCIC contra centros de fraude online em Díli

todayJulho 18, 2026 132

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Díli, 18 de julho de  2026 (RAFA.TL) – Cinquenta e duas pessoas, todos cidadãos estrangeiros, foram detidos em duas operações realizadas pela Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) na tarde e noite de sexta-feira em dois centros de fraude e burla online em Díli.

A primeira operação teve lugar no Hotel City 8, onde foram detidas 33 pessoas que estavam a ocupar pelo menos nove casas alugadas para a realização dos crimes, e a segunda em Kuluhun, onde foram detidas mais 19 pessoas.

Em causa estará o alegado uso de Inteligência Artificial (IA) para cometer burlas e fraudes online, relacionadas com a promoção de investimentos fictícios, e que visavam vítimas fora de Timor-Leste, segundo fonte da PCIC.

Durante a operação, a PCIC apreendeu diversos objetos, incluindo telefones, computadores portáteis e telemóveis e dinheiro. A PCIC vai agora preparar o auto de notícia para submissão ao Ministério Público, enquanto decorrem investigações complementares.

O Primeiro-Ministro (PM), Kay Rala Xanana Gusmão, acompanhou pessoalmente a reta final da operação, na City 8 tendo reafirmado a política de tolerância zero face a práticas de atividades ilícitas em Timor-Leste, incluindo scam call centres, cibercrime, lavagem de dinheiro e outras atividades de crime organizado.

A presença do Chefe do Governo, acompanhado pelo diretor nacional da PCIC, Vicente Fernandes e Brito, pelo diretor do SNI, Longuinhos Monteiro, e pela equipa de investigação da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), traduz, segundo as autoridades, um esforço sério e coletivo das entidades do Estado e do Governo no combate às atividades ilícitas no país.

“É um problema que está a destruir o mundo, um problema que facilita dinheiro falso e todo o tipo de coisas – lavagem de dinheiro, burla informática, entre outras. Estas atividades de jogo online podem destruir a vida dos jovens, sobretudo daqueles que querem ganhar dinheiro de forma mais fácil”, afirmou Xanana Gusmão, aos jornalistas no local.

O Primeiro-Ministro sublinhou que o facto de a comunidade arrendar casas não é um problema da comunidade, uma vez que o mesmo pode acontecer com qualquer local, pelo que é necessário alertar os jovens e a comunidade, sobretudo em relação aos cidadãos chineses que arrendam e pagam valores elevados, sendo preferível avisar antecipadamente a polícia do que assumir posteriormente essa responsabilidade.

O Chefe do Governo sublinhou ainda que este tipo de atividades pode ameaçar a segurança dos cidadãos, além de prejudicar a imagem do país no exterior.

Por essa razão, apelou ao reforço da cooperação entre as instituições de segurança, as autoridades competentes e os serviços de informações, no combate ao cibercrime.

Xanana afirmou ainda que, face ao aumento do número de casos o Conselho de Ministros vai analisar o assunto na próxima semana, adotando a política adequada e que vai ainda alertar as embaixadas, tendo por base exemplos de outros países da ASEAN.

“O Conselho de Ministros está aqui para fazer algo, sobretudo para alertar a Imigração e a investigação das autoridades da PNTL, para que se analise bem tudo isto, porque este não é um caso para brincar. É um caso que procuramos resolver no nosso país, mas que pode manchar o nome de Timor-Leste no mundo, fazendo com que as pessoas deixem de confiar em Timor. Tolerância zero para os jogos, scam call centres, cibercrime e burla informática”, afirmou o Chefe do Governo.

Xanana Gusmão referiu também que, enquanto membro da ASEAN, Timor-Leste vai procurar aprender com a experiência de outros países que enfrentam problemas semelhantes, de forma a encontrar soluções e encerrar este tipo de redes de atividade ilegal.

O Chefe do Governo felicitou o trabalho da PCIC, SNIE e PNTL pelas operações contra estes centros em Díli.

O Primeiro-Ministro voltou ainda a pedir aos órgãos de comunicação social que divulguem informação correta e que apoiem as autoridades de segurança envolvidas nas ações de busca e apreensão.

FIM

Escrito por RafaFM

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Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.

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