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Diretor do Serviço de Migração rejeita acusações publicadas nas redes sociais e incentiva denúncias às autoridades

todayJulho 16, 2026 213 5

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Díli, 16 de julho de 2026 (RAFA.TL) – O Diretor Executivo do Serviço de Migração de Timor-Leste, Jorge Monteiro, rejeitou as acusações que circulam nas redes sociais alegando o envolvimento da instituição em esquemas de fraude informática e outras atividades ilegais.

Em conferência de imprensa, na sede do Serviço de Imigração, Jorge Monteiro instou à denúncia de incidentes às autoridades competentes sempre que existam indícios ou provas e agradeceu a quem partilhou a informação nas redes sociais, afirmando que isso ajuda a instituição a prestar mais atenção ao seu desempenho.

Monteiro incentivou o público, incluindo os jornalistas, a apresentar queixas diretamente à Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), à Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC) ou ao Ministério Público sempre que existam indícios de práticas ilegais.

Segundo Jorge Monteiro, a abertura de um inquérito-crime permitirá apurar os factos e responsabilizar os autores de eventuais crimes.

“É importante falarmos de factos, não de rumores. Se houver informação com provas, podem apresentar queixa”, afirmou.

O Diretor Executivo rejeitou ainda a informação que circula nas redes sociais de que, após a sua nomeação, o Sistema de Análise de Dados de Informação Migratória, utilizado para controlar a entrada e saída do território nacional, teria sido desmantelado.

Explicou que esta informação é falsa.

Acrescentou que o sistema se mantém instalado no Aeroporto Internacional Presidente Nicolau Lobato e nos postos de entrada de Salele, Batugade e Sakato, tendo sido também expandido para Atauro e Porto de Tibar B, estando prevista a sua instalação noutras zonas consideradas necessárias.

Jorge Monteiro afirmou ainda que a operação levada a cabo contra um centro de fraude informática resultou da coordenação e cooperação institucional entre o Serviço de Migração, a PNTL (Polícia Nacional de Timor-Leste), a PCIC (Polícia de Investigação Criminal) e outras instituições estatais.

Explicou que, no caso acontecido em Manleuana, o Departamento de Inspeção do Serviço de Imigração transmitiu a informação às instituições competentes, permitindo às autoridades agir.

O Diretor Executivo respondeu ainda às informações que circulam nas redes sociais sobre a alegada venda ilegal de vistos adesivos, esclarecendo que os vistos são pagos, com a lei a determinar as respetivas taxas.

Segundo Jorge Monteiro, os pedidos de visto seguem um procedimento que inclui a verificação de documentos, a fotografia, a recolha de dados biométricos, a apresentação do comprovativo do pagamento efetuado no banco e, só depois, a impressão e a colocação do visto no passaporte.

O diretor executivo reiterou que, caso existam provas ou indícios de alguma irregularidade cometida por funcionários do Serviço de Migração, esta informação deve ser apresentada à PNTL (Polícia Nacional de Transporte Terrestre), à ​​​​PCIC (Polícia de Investigação Criminal) ou ao Ministério Público para a abertura de um inquérito e eventual processo dos infratores.

Jornalista: Miguel Caldas

 

Escrito por RafaFM

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