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Díli, 15 de julho de 2026 (RAFA.TL) – O intervalo da final do campeonato do mundo de futebol deverá durar cerca de 30 minutos para acomodar um espetáculo musical organizado pela FIFA, ultrapassando o limite máximo de 15 minutos previsto nas Leis do Jogo, confirmam múltiplas fontes.
Segundo o jornal britânico The Times, as Leis do Jogo proíbem que o intervalo de qualquer jogo de futebol ultrapasse os 15 minutos, mas a FIFA já tinha ignorado essa regra no ano passado, no Mundial de Clubes, com um intervalo que se prolongou por 25 minutos.
As televisões britânicas BBC e ITV preparam-se para um intervalo de 30 minutos, que deverá incluir um “show de intervalo” de 11 minutos, além da habitual análise de 15 minutos ao jogo.
O canal ITV confirmou à imprensa britânica que vai transmitir o espetáculo do intervalo na íntegra, com análise futebolística antes e depois do mesmo, acrescentando que atualizações sobre os planos de transmissão seriam avançadas nos dias seguintes.
Questionada diretamente sobre a violação do limite de 15 minutos, a FIFA não respondeu de imediato aos pedidos de comentário submetidos pela imprensa.
Ainda assim, um porta-voz da organização confirmou, entretanto, os pormenores do espetáculo, afirmando que Madonna, Shakira, Justin Bieber e os BTS vão coliderar o histórico Halftime Show da final do Mundial da FIFA, com a atuação a ser dirigida por Chris Martin, dos Coldplay, e transmitida em direto para milhões de fãs em todo o mundo.
O órgão responsável pelas regras do futebol, o International Football Association Board (IFAB), determina que os intervalos devem ter um máximo de 15 minutos, podendo apenas ser alterados com autorização do árbitro.
Em 2021, o IFAB já tinha rejeitado um pedido da Conmebol para alargar o intervalo a 25 minutos, alegando o impacto negativo no bem-estar e na segurança dos jogadores resultante de um período mais longo de inatividade.
Apesar dessa recusa, a Conmebol avançou de qualquer forma com um concerto de Shakira nessas condições na final da Copa América de 2024, em Miami, situação que gerou uma queixa do então selecionador da Colômbia, Néstor Lorenzo, que tinha sido sancionado no mesmo torneio por a sua equipa ter regressado do intervalo com um minuto de atraso.
Também no Mundial de Clubes de 2025, disputado nos Estados Unidos, a Fifa organizou um espetáculo de intervalo de 24 minutos no MetLife Stadium, com atuações de Tems, J Balvin e Doja Cat.
A iniciativa gerou críticas nas redes sociais, com adeptos a acusar a Fifa de estar a “americanizar” o futebol.
Um adepto escreveu que “isto é exatamente o que acontece quando a Fifa começa a tratar o Mundial como o Super Bowl”, classificando de “ridículo” um intervalo de 30 minutos para um concerto.
Outros dirigiram críticas diretas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que foi eleito para o cargo em 2016 e deverá recandidatar-se em 2027, enfrentando a oposição de Dariusz Mioduski, Victor Montagliani e Patrice Motsepe.
Segundo a Yahoo Sports, especialistas alertam ainda para o impacto físico da pausa prolongada: quando os intervalos ultrapassam os 20 minutos, os atletas perdem o ritmo de jogo e precisam de voltar a aquecer, pelo que uma pausa de 30 minutos poderá colocar dificuldades adicionais de recuperação e de retoma da intensidade da partida.
Além de Bieber, Shakira, Madonna e BTS, o cartaz do intervalo inclui Burna Boy, Coldplay, o maestro Gustavo Dudamel e o coro PS22, sendo que Shakira e Burna Boy vão interpretar o hino oficial deste Mundial, “Dai Dai”.
A FIFA vai ainda promover, 90 minutos antes do início da final, uma cerimónia de encerramento com Robbie Williams, Tom Cruise e Nicole Scherzinger.
A final do Campeonato do Mundo disputa-se na segunda-feira, hora de Timor-Leste, no MetLife Stadium, em Nova Jérsia.
FIM
Escrito por RafaFM
Fifa vai infringir as próprias regras com show de intervalo de 30 minutos na final do mundial
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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