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Grupo singapurense Global Group investe 10 MUSD em terminal de combustível em Timor-Leste

todayJulho 13, 2026 80

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Díli, 13 de julho de 2026 (RAFA.TL) – O grupo petrolífero singapurense Global Group iniciou a construção, em Liquiçá, do seu primeiro terminal de armazenamento de combustível em Timor-Leste, projeto que representa um investimento de 10 milhões de dólares.

A instalação, com conclusão prevista para dentro de dez meses, vai incluir dois tanques de teto flutuante com capacidade para armazenar 3,5 milhões de litros de gasóleo e 2,5 milhões de litros de gasolina, num terreno com dois hectares.

O grupo prevê uma segunda fase de expansão da capacidade de armazenamento a partir de 2030.

Segundo a empresa, o combustível armazenado no novo terminal servirá as operações nacionais de retalho e venda por grosso.

A Global Group possui e opera nove postos de combustível em todo o país, fornece combustível a grandes projetos de construção e a navios que atracam nos portos timorenses, e dispõe de uma frota de 50 camiões-cisterna.

O diretor da empresa, Julian Chiang, disse à agência Business Times que a construção de um terminal próprio confere à unidade timorense da Global Group maior autonomia operacional e melhor controlo do seu inventário de combustível.

“Estamos numa fase em que o país está pronto para um grande salto de crescimento”, afirmou, citando a recente entrada de Timor-Leste na ASEAN, a intenção do Governo de presidir ao bloco regional em 2029 e o crescente interesse de investidores.

Segundo Chiang, as operações do grupo em Timor-Leste têm registado um crescimento anual consistente de 8 a 10%, com as vendas da divisão grossista a subirem de cerca de 300 mil litros mensais em 2014 para mais de 3,5 milhões de litros mensais em 2024.

A Global Group, fundada por três irmãos, entrou no mercado timorense em 2012 como fornecedora de equipamento pesado, antes de avançar para o fornecimento de combustível a projetos privados de empresas estatais estrangeiras.

Até agora, as operações do grupo em Timor-Leste têm recorrido a um terminal petrolífero operado por uma subsidiária da estatal indonésia Pertamina para as importações mensais de combustível, pagando cerca de 1,8 milhões de dólares por ano em taxas de utilização – um encargo que pesa sobre um volume de negócios anual estimado entre 50 e 60 milhões de dólares, com lucros entre dois e três milhões de dólares, segundo Chiang.

O terminal da Pertamina, em funcionamento desde a década de 1980 e com capacidade para 5,3 milhões de litros, está previsto ser desativado e transferido para um novo local em Liquiçá, no âmbito de um plano de gestão ambiental de 2018 solicitado pelo Governo.

Atualmente situa-se numa zona densamente urbanizada de Díli, junto a bairros residenciais e a missões diplomáticas, incluindo as embaixadas dos Estados Unidos e da Malásia.

Uma vez concluído, o terminal da Global Group será a terceira instalação do género em Timor-Leste, depois da da Pertamina e da operada pela empresa timorense ETO, com capacidade para 9,2 milhões de litros.

Segundo Chiang, 150 mil litros de combustível ficarão reservados para uso do Governo a qualquer momento, reforçando a segurança energética nacional.

Entre os grandes projetos timorenses abastecidos pela empresa contam-se o Porto de Tibar Bay, primeira parceria público-privada do país, e uma autoestrada financiada com apoio do Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB).

Há cerca de dois anos, Chiang procurou uma admissão à cotação da unidade timorense do grupo no mercado Catalist da Bolsa de Singapura, sem sucesso, por o país ser então considerado “demasiado arriscado”.

O responsável espera que esse cenário mude após a cerimónia de lançamento da obra e a recente visita do primeiro-ministro de Singapura, Lawrence Wong, a Díli, entre 2 e 3 de julho – a primeira de um chefe de governo singapurense ao país.

Caso a cotação em Singapura continue inacessível, Chiang admite avançar para Hong Kong. Além de Timor-Leste, o grupo familiar, fundado em Singapura, está também presente na Malásia, Indonésia, Myanmar, Camboja e China, nos setores da energia, logística e infraestruturas.

FIM

 

Escrito por RafaFM

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