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Deputadas alertam para aumento de crianças vendedoras ambulantes em Díli e pedem ação do Governo

todayJulho 8, 2026 33

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Díli, 08 de Julho de 2026 (RAFA.TL) – Membros do Parlamento Nacional manifestaram hoje preocupação pelo que consideram ser o aumento de crianças vendedoras ambulantes nas ruas da capital, pedindo uma intervenção do Governo.

Na sessão de hoje do plenário, pediram ao Governo que investigue o fenómeno e reforce a fiscalização, com apoio do Instituto para a Defesa dos Direitos da Criança (INDDICA).

A deputada Cedelizia Faria dos Santos alertou diretamente o Vice-Ministro dos Assuntos Parlamentares.

“Senhor Vice-Ministro, por favor, informe o Instituto para a Defesa dos Direitos da Criança (INDDICA) para que possam acompanhar a situação. O número de crianças vendedoras ambulantes nas ruas aumentou, sobretudo em frente à Timor Plaza e nas lojas da cidade. Vendem apenas ‘kerupuk’ ou ‘bolachas indonésias’, e a quem vão dar o dinheiro? Peço a sua atenção para este assunto”, disse.

Na mesma linha, a deputada da KHUNTO, Irene Gonzaga Sarmento, pediu uma investigação.

“Peço ao Ministério competente que investigue as crianças que vendem nas ruas. Há alguém por trás delas? São demasiado novas para estudar, muito menos para trabalhar. E temos visto que estão por todo o lado. Nos terminais, nas lojas, no mercado, em frente à Timor Plaza, muitas crianças estão a vender coisas. Não sei se os pais têm conhecimento disto ou se obrigam as crianças a vender. Têm idade para ir à escola, são o futuro do país”, salientou.

Em resposta, o Vice-Ministro dos Assuntos Parlamentares, Adérito Hugo, reconheceu a preocupação e pediu mais atuação das instituições especializadas.

“Em relação ao controlo das crianças de rua na capital, Díli, sobretudo em espaços públicos, estradas, mercados e terminais, é interessante notar que, embora tenhamos instituições especializadas com estatuto de empresa pública, criadas em nome do Estado para tratar o assunto de forma mais profissional no território, há evidências de que as crianças de rua continuam a circular”, afirmou.

Adérito Hugo apelou a que essas entidades trabalhem “com mais seriedade e foco para evitar o envolvimento das crianças em atividades que não as deveriam envolver” e para detetar se existe “alguma organização ou movimento mais sistemático de alguns grupos que exploram crianças”.

“Creio que estas entidades já têm dados para nos fornecer, ao parlamento e a todos os outros, para que possamos tomar uma decisão. Mas, se continuarmos sem dados, ainda não conseguiremos identificar a situação. Penso que precisamos de observar e monitorizar os serviços das entidades”, concluiu o Vice-Ministro.

O INDDICA é a entidade pública responsável pela promoção e defesa dos direitos da criança em Timor-Leste.

FIM

 

 

Escrito por RafaFM

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