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Díli, 22 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O ministro dos Assuntos dos Combatentes da Libertação Nacional (MACLN), Gil da Costa “Oan-Soro”, afirmou hoje que Timor-Leste perdeu “um líder nacional” com o falecimento de Francisco Guterres “Lú-Olo”, figura histórica da resistência timorense.
Segundo o governante, Lú-Olo, que morreu no domingo na Malásia, foi um dos dirigentes que, ao longo de 24 anos de luta ao lado do povo timorense, nunca cedeu perante a ocupação, mantendo-se firme até à conquista da independência.
Aos jornalistas, Gil da Costa declarou que a perda é sentida não apenas pelos veteranos, mas por todo o povo timorense.
O ministro sublinhou que Lu-Olo representava uma liderança marcante da luta de libertação nacional e da defesa da pátria, recordando o seu papel durante o longo período da resistência.
O governante dirigiu também uma mensagem de solidariedade à família, em particular à esposa, Cidália Lopes Nobre Mouzinho Guterres, que se encontra na Malásia a acompanhar a situação.
Gil da Costa apelou à serenidade dos familiares e garantiu que o Estado, através do ministério, assumirá a sua responsabilidade moral e institucional no acompanhamento de todo o processo ligado à transladação e receção do corpo.
Segundo o ministro, já foram tomadas orientações logísticas para acolher os restos mortais de Lú-Olo à chegada ao aeroporto e acompanhar o seu transporte até à residência.
Gil da Costa acrescentou ainda que passou pela residência no Farol para verificar os preparativos e que a equipa da Secretaria de Estado dos Combatentes da Libertação Nacional se encontra no local a acompanhar os procedimentos.
De acordo com a ficha oficial disponível na base de dados dos veteranos, Francisco Guterres, de nome de código “Lú-Olo”, surge registado como combatente com o n.º de registo VFCC34239, no âmbito do 1.º Registo 2003–2005.
A mesma página indica que foi desmobilizado com 24 anos na Frente Armada, recebeu a condecoração “Ordem da Guerrilha” e aparece associado ao edital “PERD – Penso Especial de Reforma com Valor Superior de Distrinção”, com atribuição de Grau 1, elementos que formalizam o seu reconhecimento oficial como veterano da luta de libertação nacional.
FIM
Escrito por RafaFM
alguém que nunca cedeu durante a ocupação MACLN diz que Timor-Leste perdeu um líder nacional
Fundada por Nilton e Akita nos momentos difíceis pós-referendo, a Rádio Rafa nasceu como um símbolo de esperança e reconstrução em Timor-Leste. Foi a primeira rádio a surgir após a independência, reunindo jovens, espalhando alegria e dando voz a uma nova geração, mesmo quando muitos ainda viviam em casas feitas de cinzas, após a destruição provocada pela violência que se seguiu ao referendo de 1999, no qual os timorenses decidiram pela separação da Indonésia e pela construção de um país independente e livre.
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