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Presidente de Portugal visita pavilhão de Timor-Leste na Bienal de Veneza

todayJunho 18, 2026 27

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Veneza, 18 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, visitou ontem o pavilhão de Timor-Leste na 61.ª Bienal de Arte de Veneza, em Itália, no âmbito de uma visita oficial à cidade italiana.

A visita ao pavilhão timorense ocorreu à margem de uma agenda institucional intensa.

Seguro chegou a Veneza na terça-feira e visitou primeiro o Pavilhão de Portugal no Palácio Fondaco Marcello, onde elogiou a exposição RedSkyFalls, uma instalação digital de Alexandre Estrela. “Muito interessante e com um tema muito actual: fala de biodiversidade e fala de como elementos que têm a sua vida própria, quando sentem a ameaça, têm o mesmo padrão. Portanto, compete-nos a todos evitar que essas ameaças sejam muito frequentes, sobretudo aquelas que vêm da natureza”, afirmou o Presidente aos jornalistas.

Nesse périplo pela Bienal, Seguro deslocou-se ainda ao Pavilhão de Timor-Leste onde assinou o livro de honra e visitou a exposição.

A deslocação do chefe de Estado a Veneza incluiu também a participação na cimeira da organização empresarial COTEC Europa e encontros com os Chefes de Estado italiano e espanhol.

O pavilhão de Timor-Leste, inaugurado a 7 de maio pelo Secretário de Estado da Arte e Cultura, Jorge Cristóvão, apresenta-se sob o tema Across Words (Para Além das Palavras), que procura reflectir a diversidade etnolinguística timorense e a forma como a história, a cultura e o conhecimento são preservados e transmitidos através da oralidade, da música, da tecelagem, da performance e de outras formas de expressão cultural.

O pavilhão, instalado no Arsenal, centra-se na linguagem como força geradora dentro dos sistemas de comunicação de Timor-Leste, capazes de definir a identidade desta jovem nação.

Em vez de procurar coesão linguística, o povo timorense orgulha-se de localizar a sua identidade numa multiplicidade linguística – e é nessa diversidade que emerge a sua unidade.

No coração do pavilhão encontra-se Tais Don (1994-1999), de Verónica Pereira Maia, uma obra têxtil em homenagem às vítimas do Massacre de Santa Cruz de 12 de novembro de 1991, em que cada peça de tais está inscrita com os nomes das vítimas.

A exposição apresenta também CUALE (Flow/Fluxo) (2025-2026), de Etson Caminha, que combina som, performance, movimento tradicional e tecnologia, e Uma Frase Inacabada (2025-2026), de Juventino Madeira, centrada na relação entre memória, futuro e identidade na perspetiva das gerações mais jovens.

A inauguração incluiu uma interpretação contemporânea do ritual Verahana por Etson Caminha como forma de ligação entre a memória ancestral e a expressão artística contemporânea.

A 61.ª Bienal de Veneza, subordinada ao tema In Minor Keys, reúne 99 pavilhões nacionais de todo o mundo e decorre até 22 de novembro de 2026. Portugal, Brasil e Timor-Leste marcam a presença lusófona no certame.

A visita do Presidente português ao pavilhão timorense sublinha os laços históricos e culturais entre os dois países e a projeção internacional crescente da arte contemporânea de Timor-Leste.

FIM

Escrito por RafaFM

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