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Woodside prevê aumento de 50% nas vendas até 2032 com projetos na Austrália e nos EUA

todayJunho 18, 2026 10

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Díli, 18 de junho de 2026 (RAFA.TL) – A australiana Woodside Energy, maior exportadora de gás natural liquefeito (GNL) da Austrália, projeta um aumento superior a 50% no volume anual de vendas até 2032, segundo a imprensa do setor.

O aumento é impulsionado pela entrada em operação de dois projetos estratégicos nos dois lados do Pacífico, num contexto de crescente procura asiática agravada pelas perturbações no Estreito de Ormuz decorrentes da guerra no Irão.

A empresa prevê duplicar a produção de GNL das suas instalações operadas para cerca de 40 milhões de toneladas por ano até 2032, com o volume anual de vendas a crescer mais de 50% e o fluxo de caixa operacional líquido a aumentar dos atuais 5 mil milhões de dólares para cerca de 9 mil milhões de dólares.

Os dois pilares deste crescimento são o projeto Scarborough, na costa noroeste da Austrália, e o Louisiana LNG, nos Estados Unidos.

O projeto Scarborough estava 96% concluído no final do primeiro trimestre de 2026 e mantém o objetivo de exportar o primeiro carregamento de GNL no quarto trimestre deste ano.

O Louisiana LNG foi desenvolvido para complementar a atividade australiana da Woodside, alargando a presença da empresa tanto na bacia do Atlântico como na do Pacífico e permitindo abastecer uma gama mais alargada de clientes globais.

A primeira exportação do terminal norte-americano está prevista para 2029, com uma capacidade de 16,5 milhões de toneladas por ano.

A Woodside afirmou não ter sofrido perturbações nas suas atividades comerciais em resultado do conflito no Médio Oriente, com as operações de transporte marítimo a decorrer como planeado.

A empresa declarou que as perturbações nas rotas comerciais aumentaram a procura de produtos petrolíferos, resultando em preços mais elevados no mercado à vista.

A Woodside não possui atualmente navios controlados que atravessem águas iranianas ou o Estreito de Ormuz, pelo que as suas rotas comerciais não estão sujeitas a risco de segurança acrescido.

A valorização estratégica da empresa no atual contexto geopolítico atraiu a atenção da norte-americana ExxonMobil.

A urgência de uma operação centrada no GNL aumentou após o início da guerra no Irão em finais de fevereiro, que fechou o Estreito de Ormuz e cortou cerca de um quinto do fornecimento global de gás, levando os grandes compradores asiáticos, incluindo o Japão e a Coreia do Sul, a procurar fornecedores alternativos.

A ExxonMobil conduz discussões internas preliminares sobre possíveis alvos de aquisição, entre os quais a Woodside, avaliada em cerca de 59 mil milhões de dólares australianos (42 mil milhões de dólares), embora não haja certeza de que as deliberações conduzam a uma oferta.

A Woodside desmentiu a existência de negociações, afirmando não ter conhecimento de qualquer proposta e confirmando não estar em discussões sobre uma potencial transação com a ExxonMobil.

As ações da Woodside encerraram a cair 5,7% em Sydney após a notícia.

A antiga diretora-executiva Meg O’Neill, que, entretanto, assumiu a liderança da BP, apontou o Louisiana LNG como o melhor investimento da Woodside em termos de retorno esperado.

Mais de 90% da produção da empresa na década de 2030 continuará a ser combustíveis fósseis, depois de a empresa ter reduzido projetos de energia limpa por falta de viabilidade comercial.

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Escrito por RafaFM

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