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Trump critica Netanyahu abertamente no G7 e avisa: “sem mim não haveria Israel”

todayJunho 17, 2026 12

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Evian-les-Bains, 17 de junho de 2026 (RAFA.TL) – O Presidente norte-americano Donald Trump fez declarações sem precedentes contra o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu à margem da cimeira do G7 em Évian-les-Bains, exigindo que Israel seja “mais responsável” no Líbano.

Trump reivindicou um papel pessoal na sobrevivência do Estado israelita, numa rutura pública de tom que nenhum outro líder norte-americano havia adotado.

“Sem os EUA não haveria Israel. Sem mim não haveria Israel, porque nenhum outro presidente estava disposto a fazer o que eu fiz”, afirmou Trump.

“Tenho tido uma grande relação com Bibi. Agora, Bibi tem de ser mais responsável no que diz respeito ao Líbano.”

As declarações surgem quando Trump procura finalizar o acordo de paz com o Irão – cuja assinatura está agendada para sexta-feira na estância suíça de Bürgenstock, perto de Lucerna -, e em que ataques israelitas recentes no Líbano ameaçaram comprometer as negociações entre Washington e Teerão.

Segundo analistas, Trump enfrenta pressão política interna crescente, com a guerra a ser impopular no país e a ter contribuído para o aumento do preço dos combustíveis.

“Se Netanyahu se interpuser em algo que Trump realmente quer – que é sair desta guerra – ele está preparado para usar a influência que tem”, disse Aaron David Miller, que durante duas décadas assessorou administrações democratas e republicanas em questões do Médio Oriente.

Netanyahu, cujo mandato como primeiro-ministro abarca quatro presidentes norte-americanos, já gerou tensões com todos eles.

Mas Trump, que iniciou o conflito com o Irão em coordenação com Israel, vai mais longe do que qualquer predecessor ao verbalizar essas críticas publicamente, tendo mesmo descrito o líder israelita como “louco” em declarações a meios de comunicação norte-americanos.

As declarações dividiram o campo pró-Israel nos EUA.

Halie Soifer, presidente do Conselho Democrático Judaico da América, considerou as palavras de Trump “profundamente ofensivas para a vasta maioria dos judeus que se preocupam com o futuro de Israel”, ao enquadrar “a mera existência de Israel como estando dependente de si próprio”.

Já Matt Brooks, presidente da Coligação Judaica Republicana, minimizou a crítica, comparando-a a um desentendimento entre membros de uma família, e recordou o historial de Trump em relação a Israel – incluindo a transferência da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém e o regresso de reféns israelitas de Gaza durante o segundo mandato.

Mort Klein, presidente da conservadora Organização Sionista da América, considerou que Trump devia ter mantido as críticas em privado, manifestando preocupação com o facto de as declarações públicas poderem ter como alvo os sectores da opinião pública norte-americana cada vez mais críticos de Israel.

FIM

Escrito por RafaFM

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